Paulo Ricardo Bueno, vulgo “Terrível”, morto em confronto com a polícia na noite de quinta-feira (24), era apontado como coordenador das execuções por parte do CV (Comando Vermelho) em Mato Grosso do Sul e suspeito de quatro assassinatos em Sidrolândia.
“Terrível” morreu em confronto com equipe da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Paulo saiu de Mato Grosso e estava há poucos meses em Mato Grosso do Sul. Ele tinha carta branca do CV para coordenar as execuções no Estado. Inclusive, era apontado como suspeito de quatro execuções ocorridas em Sidrolândia recentemente.
Confronto
Na quinta-feira (24), policiais da especializada estavam em varreduras na região do Aero Rancho e se depararam com um suspeito conhecido como “R7”, acompanhado de uma mulher e uma adolescente, de 17 anos. Nisso, a equipe já havia tomado conhecimento de que integrantes do CV teriam vindo de Rio Brilhante para a Capital há cerca de dois dias.
Diante da suspeita e da periculosidade desses faccionados, os policiais entraram em uma residência e “Terrível” teria sacado um revólver de calibre 38 do corredor do imóvel. Ele foi alvejado e não resistiu aos disparos.
O casal encontrado pela Garras no local foi preso e a adolescente apreendida. Todos seriam de Rio Brilhante.
Onda de violência em Sidrolândia
Nas últimas semanas, Sidrolândia vive uma onda de violência com assassinatos e tentativas de homicídio. No último domingo, uma mulher foi ferida a tiros por uma dupla em uma motocicleta. O alvo era o amigo dela.
Menos de 24 horas antes, Douglas Amorim Lopes, conhecido como “Douglinhas”, de 36 anos, foi assassinado no bairro São Bento. Antes do crime, uma mulher foi rendida pelo atirador e obrigada a indicar a casa de Douglas.
No dia 13, moradores ficaram assustados após ouvirem vários tiros no bairro São Bento, possivelmente disparados por faccionados do Comando Vermelho.
Antes desse disparo de arma de fogo no bairro, o município já havia registrado dois assassinatos em menos de 24 horas e ataques com coquetel molotov. No dia 11, Leomar Nunes foi morto no bairro Jatobá e, horas antes, Raphael Deiner Santos Barbosa, conhecido como “Boladinho”, foi executado.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)





