Morto em confronto com policiais na noite desta quinta-feira (24), o adolescente Paulo Ricardo Bueno, de 17 anos, apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho, tinha passagem por tentativa de homicídio, registrada em setembro deste ano, conforme informações policiais.
Conhecido como “Terrível” ou “Pierre do CV”, o adolescente tinha envolvimento com homicídios em Rio Brilhante, além de tráfico de drogas, armas e atividades relacionadas à organização criminosa Comando Vermelho, conforme as investigações da Polícia Civil.
Conforme informações obtidas pelo Jornal Midiamax, Paulo teria vindo de Mato Grosso como parte das ações de tentativa de domínio do Comando Vermelho no Estado. Ele foi morto no bairro Aero Rancho durante desdobramento de uma investigação. Outras duas pessoas foram presas e uma adolescente foi apreendida.
Operação
A operação para desarticular os membros de facções criminosas envolvidos em crimes recentes em Rio Brilhante teve início na quarta-feira (23), quando equipes da Polícia Civil, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira) prenderam suspeitos e apreenderam drogas, armas, munições e celulares.
Nas diligências desta operação, Érique Júnior Roque de Oliveira, conhecido como “Periquito”, morreu ao reagir à intervenção policial. Ao todo, 11 pessoas foram presas. Os investigados são apontados como integrantes do Comando Vermelho e estariam envolvidos em homicídios recentes a mando da facção criminosa.
Outros investigados
Além de Paulo, o “Terrível”, outros três investigados na operação — Bruno Siqueira Gonçalves, de 22 anos, conhecido como “R7”; uma adolescente, de 17 anos, identificada como “Japonesa”; e uma mulher identificada como Jéssica Silva, de 23 anos — fugiram para Campo Grande depois das prisões em Rio Brilhante.
O grupo se escondeu em uma residência no Aero Rancho, na Capital.
Segundo a investigação, Bruno e a adolescente “Japonesa” apareciam em materiais associados ao Comando Vermelho e em grupos de comunicação utilizados por suspeitos ligados à facção.
Japonesa seria responsável por um perfil que publicava artes alusivas à denominada “Tropa de Rio Brilhante/MS – Trem Bala”, formada pelo jovens. Ela também seria administradora de um grupo de comunicação relacionado aos investigados.
Já Bruno, conforme a Polícia Civil, também era investigado pelo homicídio de Kauan Rodrigues de Matos, 20 anos, morto no dia 22 de setembro. Uma vítima teria reconhecido o suspeito como autor do roubo da motocicleta posteriormente utilizada no assassinato.
Aero Rancho
Durante diligências no bairro Aero Rancho, na noite desta quinta-feira (24), policiais localizaram Bruno, Jéssica e a adolescente, enquanto o trio seguia em direção a um mercado.
Questionado sobre o paradeiro de Paulo Ricardo, Bruno informou que ele estaria na residência investigada. Segundo o boletim, o suspeito evitou responder de forma objetiva quando perguntado se Paulo estava armado.
Com a informação, outra equipe do Garras foi acionada para entrar no imóvel.
Confronto
Segundo o registro policial, os investigadores encontraram o portão e a porta da sala abertos. Ao entrarem, visualizaram Paulo Ricardo sentado no sofá com uma arma de fogo. Os policiais afirmam que se identificaram e deram voz de abordagem. Paulo teria se levantado, corrido em direção a um quarto e permanecido armado.
No corredor da residência, ainda conforme a polícia, o suspeito teria apontado a arma contra os agentes. Dois investigadores reagiram e efetuaram três disparos com fuzis calibre 5,56. Paulo foi atingido, socorrido ainda com sinais vitais e levado para atendimento médico, mas morreu no hospital. Com ele, foi apreendido um revólver calibre .38, que será submetido à perícia.
A Polícia Científica esteve no imóvel e realizou os levantamentos periciais.
Prisões
Bruno e Jéssica foram presos em flagrante. Segundo a Polícia Civil, eles são investigados por crimes relacionados ao tráfico de drogas e integração em organização criminosa, além de outras condutas que ainda são apuradas individualmente. A adolescente foi encaminhada à Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada) para os procedimentos legais cabíveis.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






