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Polícia

Corpo de pesquisadora alemã continua em Campo Grande cinco dias após acidente aéreo

Pesquisadora estava em um avião Cessna Piper Sêneca, que caiu após decolar do Aeródromo Santa Maria
Lívia Bezerra -
Lydia Theresia Möcklinghoff. (Foto: Deutschlandfunk Nova)

Cinco dias se passaram e o corpo da jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff continua em . Ela e o piloto Henrique Martin morreram em um acidente aéreo na última sexta-feira (3), na região do Aeródromo Santa Maria.

A pesquisadora estava em um avião Cessna Piper Sêneca, que caiu após decolar do Aeródromo Santa Maria. O piloto foi sepultado na manhã do último sábado (4).

A reportagem do Jornal Midiamax apurou que o corpo de Lydia ainda não foi liberado do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). A liberação é feita apenas por familiar ou representante legalmente constituído, inclusive advogado ou integrante do consulado do país.

Diante da situação, o Jornal Midiamax tentou contato com o Consulado da Alemanha no Brasil, acerca da liberação do corpo da vítima, e foi informado que, “devido à proteção de dados, o Consulado não divulga informações sobre os cidadãos alemães”.

No último sábado (4), equipes de investigadores do Seripa IV (Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) estiveram no local da queda do avião para coleta e confirmação de dados, bem como a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave.

De acordo com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o relatório final da investigação será divulgado no menor prazo possível. Na segunda (6), novos fragmentos de restos mortais foram encontrados durante a liberação dos destroços da aeronave. As partes serão analisadas pelo Instituto de Criminalística.

Destroços do avião que caiu em Campo Grande. (Foto: Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)

Queda de avião em Campo Grande

Em 3 de julho de 2026, um avião Cessna Piper Sêneca caiu após decolar do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande. Moradores ouviram o barulho e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar.

As buscas duraram horas e as equipes encontraram a aeronave a 50 metros de distância do aeródromo. O avião era vinculado a uma empresa de táxi-aéreo.

Na nota de pesar e esclarecimento publicada oficialmente nas redes sociais, a Amapil afirmou que as causas do acidente ainda estão sendo apuradas; no entanto, em respeito às famílias de Marcelo e Lydia, a empresa não se manifestará sobre quaisquer aspectos técnicos ou circunstâncias do acidente até que os trabalhos oficiais sejam concluídos.

Quem era a pesquisadora alemã?

Lydia era jornalista da Alemanha, zoóloga e guia da natureza. Na quinta-feira (2), ela publicou em sua rede social um vídeo da janela de um avião, enquanto saía do Rio de Janeiro“Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”, escreveu.

A pesquisadora tinha um podcast sobre o mundo selvagem dos animais e publicou em sua rede social alguns registros do Pantanal. Inclusive, ela esteve no Pantanal em 2024.

Em 2018, Lydia publicou que fazia um estudo de papa-formiga/câmera no Pantanal. “Trabalhar com armadilhas para câmeras é sempre como uma caça ao tesouro — nunca se sabe o que vai encontrar, quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, escreveu a pesquisadora alemã.

O piloto da aeronave, identificado como Henrique Martin, declarava o amor pelo mundo da aviação e compartilhava nas redes sociais diversos registros de seus voos.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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