Uma clínica especializada em emagrecimento localizada na região central de Campo Grande é alvo de fiscalização após uma denúncia de que o local estaria utilizando medicamentos emagrecedores adquiridos no Paraguai. Durante uma batida na tarde desta quinta-feira (8), foram apreendidas tirzepatidas falsificadas.
Equipes da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e da Vigilância Sanitária estão no local. Os responsáveis não foram encontrados.
As equipes de fiscalização constataram que a clínica não conta com equipe médica para aplicação dos medicamentos e lotes dos emagrecedores foram apreendidos.
Uma mulher, que se identificou como dona do prédio onde funciona a clínica de emagrecimento, disse à reportagem do Midiamax que locou o espaço há cerca de seis meses e passou a ter problemas para receber os aluguéis pouco depois.
“Eu imaginei que algo assim pudesse acontecer ali, porque eu estou tendo muitos problemas com a mulher que locou o prédio. Ela comprou a franquia há alguns meses e locou nosso espaço, mas há uns quatro meses está devendo os aluguéis, não paga as contas de água e luz e já nem consigo falar com ela”, relata.
A reportagem do Midiamax não conseguiu localizar nenhum responsável pela clínica de emagrecimento. O espaço segue aberto para manifestações.
Fiscalização apreendeu mais de mil medicamentos emagrecedores
Em maio deste ano, uma outra clínica de emagrecimento e estética foi alvo de fiscalização em Campo Grande. No local, foram apreendidos mais de mil medicamentos vencidos e impróprios para consumo.
Na ocasião, a fiscalização aconteceu após uma denúncia do laboratório farmacêutico Eli Lilly, que indicou publicidade enganosa na associação de um medicamento de sua patente.
O Procon-MS (Secretaria Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor) constatou que a clínica fazia publicidade enganosa. Isso porque o estabelecimento divulgava o uso da marca Mounjaro nas redes sociais, mas as equipes encontraram apenas fracos denominados tirzepatida — o que induz o consumidor ao erro.
Vale ressaltar que a tirzepatida é o princípio ativo do emagrecedor, enquanto o Mounjaro é a marca comercial. No local, o Procon também identificou que o alvará de localização e funcionamento estava vencido desde 15 de fevereiro.
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(Revisão: Nichole Munaro)









