O advogado de Lourival da Cruz Neto, de 19 anos, investigado pelo feminicídio de Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, afirmou que o suspeito não tinha a intenção de matá-la. Preso desde o dia 20 de agosto, o investigado tentou fugir de bicicleta para Jaraguari, onde foi preso.
Joseane, mãe de três, foi assassinada com golpes de foice na noite do dia 19 de agosto em uma casa no bairro Cristo Redentor, na capital. Ela foi a 22ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano.
Na data dos fatos, foi citado que o crime teria sido motivado por ciúmes. No mês de julho, ela havia registrado um boletim de ocorrência contra ele e pedido medidas protetivas; no entanto, 10 dias depois, solicitou a retirada.
Na sexta-feira (11), a reportagem do Jornal Midiamax conversou com o advogado Mário Augusto Garcia Azuaga, o qual está atuando na defesa do investigado. Desse modo, ele informou que Lourival disse que não tinha intenção de matar Joseane.
“Ele relatou que já havia sido esfaqueado duas vezes por ela e que foi legítima defesa. E que ele não tinha a intenção de matá-la, até porque ele gostava muito dela, sempre estava voltando com ela, eles brigavam, se separavam e voltavam”, disse.
Lourival foi capturado no dia 20 de agosto por equipes da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) tentando fugir para uma fazenda em Jaraguari. Desde então, ele segue preso.
Mensagem em celular
Amigos de Joseane dizem que, horas antes do feminicídio, o autor teria pegado o celular da vítima e, depois de olhar por alguns minutos, teria jogado o aparelho no colo de Joseane.
Na manhã desta quinta-feira, um amigo de infância da vítima lavava o chão sujo de sangue onde Joseane foi morta. Ele conversou com a reportagem, mas não quis se identificar. Ele acredita que algum conteúdo no celular possa ter motivado o crime, mesmo que não haja justificativa para tal violência, conforme reforçou.
Segundo informações levantadas pelo Jornal Midiamax, na noite dos fatos, Joseane estava bebendo em um bar e, em seguida, foi para a casa de uma amiga, onde ambas continuaram a consumir bebida alcoólica na frente da residência.
O autor do crime, Lourival, teria ido até o local, tomado o celular de Joseane e, depois de olhar, jogado o aparelho no colo da vítima e ido embora. Horas depois, Joseane deixou a casa da amiga e foi para a residência que dividia com o autor, onde foi morta violentamente.
“Ele é louco, mesmo. Quando ele passou por mim, ele estava cobrando algo do celular dela [momentos antes do crime]. Parece que ele tinha visto alguma coisa. Ele foi até a casa da amiga dela e eu estava passando. Ele pediu o celular dela duas vezes. Aí ele olhou assim o celular dela, jogou no colo dela e saiu”, disse o amigo de Joseane.
A vítima começaria hoje em um novo emprego, em um supermercado no bairro.

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