A fisioterapeuta, de 23 anos, agredida com uma barra de ferro, em Campo Grande, está afastada do trabalho e pode precisar de uma cirurgia na mão, devido às agressões. Ela foi atacada por um desconhecido na quinta-feira (3), na região do bairro Aero Rancho. Ela teve fraturas no braço, na mão e no dedo, além de estar com muito medo.
Autônoma, a profissional conta que está afastada do trabalho há uma semana, por conta das fraturas. E, se precisar de cirurgia, deverá ficar ainda mais tempo em casa. “Graças a Deus eu estava de capacete, porque a maioria dos golpes dele foram desferidos na minha cabeça. Mas, quando ele me acertou no braço, acabou fraturando o meu dedo. A mão e o dedo. Tive uma pequena fratura no braço, mas foi bem pequena, não vai precisar fazer cirurgia.”
A vítima estava em uma motocicleta na Rua Ezequiel Ferreira Lima, por volta das 5h40, indo para o trabalho, quando um homem, ainda não identificado pela polícia, aproximou-se de moto e deu o primeiro golpe na cabeça da mulher.
Ao Jornal Midiamax, ela detalhou os momentos de desespero. Sem reparar que havia alguém vindo atrás, ela, de repente, foi surpreendida com um forte golpe na cabeça. “Quando eu senti esse golpe, eu olhei pro lado e não vi que ele estava com uma barra de ferro, porque ele escondeu a barra na lateral da moto. E eu até falei: ‘Você tá doido?’. Quando eu disse isso, ele levantou a barra e me deu outro golpe”, conta a fisioterapeuta.
A mulher chegou a achar que poderia ser um assalto, mas lembra que o agressor não anunciou o roubo em momento algum.

“Ele não falou nada, ele só me bateu. Eu nunca, nunca vi ele na minha vida. Como eu percebi que não era um assalto, eu comecei a correr pela rua, desesperadamente. Era um horário muito cedo; então, não tinha carro nenhum passando, tanto é que, nas imagens, são poucos veículos que passam por mim”, destaca.
O primeiro instinto foi correr, recorda-se a fisioterapeuta. “Eu pulei o quebra-molas, eu furei o sinal, furei o ‘pare’. E, quando cheguei na avenida, que o sinal estava fechado pra mim, eu fiquei com medo de atravessar a avenida e acabar atingindo algum carro.”
Nesse ponto, ela ressalta que parou a moto no meio da avenida e começou a gritar, pedindo socorro, e o agressor não desistiu, seguindo-a com os golpes. “Ele parou a moto dele na frente da minha, começou a dar risada, falando que eu não precisava ter medo dele. ‘Por que você está com medo de mim?’. E nisso ele começa a me bater sem parar, sem parar, e eu só gritava socorro”, conta, com desespero.
A vítima ainda tentou alertar o suspeito de que ela não o conhecia, para ele perceber que se tratava de um engano. “Eu falei várias vezes: ‘Não te conheço, eu não te conheço’. Não sei se ele estava me confundindo com alguém, ou se ele só queria bater em alguém.”
Enquanto a fisioterapeuta apanhava no meio da rua, os carros começaram a buzinar na tentativa de fazê-lo parar. Segundo a vítima, uma motorista chegou a fazer o retorno para tentar atropelar o suspeito.
“Ele fugiu, e a motorista foi atrás dele. Ele ainda acertou o carro dela com a barra. Ela entrou em contato comigo depois, mas não conseguimos ver a placa.”
Durante a entrevista, a vítima reforçou várias vezes que nunca viu o suspeito, mas que conseguiu ver o rosto dele nitidamente durante as agressões. “Eu vi, porque o capacete que ele estava [usando] é aquele que é aberto na frente; então, eu vi o rosto dele. Ele não falava nada. Só quando ele me acertava, ele falava que eu não precisava ter medo dele.”
Conforme testemunhas, o suspeito era magro e alto. “Era branco e tinha barba e bigode falhados”, ressalta a vítima.
“Eu espero muito que a polícia encontre ele e que ele pague pelo que fez. […] Se ele acerta alguém na rua, que tá sem capacete, a pessoa morre”, lamenta.
“E o trauma que ficou, o medo. Ontem eu estava voltando da delegacia com o meu esposo, de moto, e já fiquei desesperada de subir em cima da moto. Passava motoqueiro do meu lado, eu já ficava assustada, pensando em um novo ataque. É o trauma que ficou.”
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








