O terceiro suspeito apontado como envolvido diretamente no assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta era considerado um criminoso de alta periculosidade, com diversas passagens pela polícia e histórico de ameaças a agentes de segurança.
A informação foi divulgada neste sábado (11) pelo comandante do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), tenente-coronel Rocha, após a morte de Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, durante confronto com equipes policiais em Corumbá, distante 440 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o comandante, o suspeito era foragido do sistema prisional e já era conhecido pelas forças de segurança por envolvimento com o tráfico de drogas e comportamento considerado extremamente agressivo.
“Esse elemento era evadido do sistema prisional, com várias passagens, conhecido no meio policial por tráfico de drogas. Já havia feito ameaças a policiais, ostentava armamentos, dinheiro e ouro nas redes sociais, demonstrando um perfil muito mais agressivo do que o criminoso rotineiro”, afirmou Rocha.
Buscas
De acordo com o comandante, a localização do suspeito foi resultado de dez dias de buscas ininterruptas dentro da Operação Jovem Guerreiro, desencadeada após a morte do soldado Marcelo Pimenta, ocorrida em 30 de junho.
Rocha explicou que informações de inteligência apontaram que Waldiney estava escondido em uma propriedade rural na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Com apoio da Polícia Federal e do 6º Batalhão da Polícia Militar, equipes do Bope realizaram a aproximação tática na área de mata.

Ainda conforme o comandante, a intenção era efetuar a prisão, mas o suspeito reagiu.
“Foi montado todo um cenário técnico para tentar abordá-lo e prendê-lo. No entanto, ele imediatamente passou a atirar contra as equipes, que revidaram e neutralizaram a ameaça”, disse.
Ferido, Waldiney foi socorrido para a Santa Casa de Corumbá, mas não resistiu.
Último envolvido direto
Com a morte de Waldiney, a Polícia Militar afirma ter retirado de circulação os três suspeitos apontados como autores diretos do homicídio do soldado Marcelo Pimenta.
Segundo Rocha, a Operação Jovem Guerreiro continuará na região para identificar e prender outros criminosos ligados ao caso de forma indireta.
“A operação continua. Tiramos de circulação o terceiro e último envolvido direto no homicídio do policial, mas ainda há muito trabalho a ser realizado em Corumbá”, afirmou.
Desde o início da operação, a força-tarefa já cumpriu mais de 20 mandados de prisão, apreendeu armas de fogo, drogas e veículos utilizados por organizações criminosas.
O caso
Marcelo Pimenta foi morto no dia 30 de junho durante uma tentativa de abordagem policial em Corumbá. Conforme as investigações, momentos antes da morte, três criminosos haviam tentado executar um integrante do Comando Vermelho (CV) conhecido como “Coelho”, em Ladário, mas a vítima conseguiu fugir.
Durante as diligências, a equipe da Polícia Militar localizou os suspeitos na Rua Totico de Medeiros, em Corumbá. Na tentativa de abordagem, o soldado foi atingido por disparos de fuzil e morreu no local.
As investigações apontam que os envolvidos pertenciam ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e tentavam fugir para a Bolívia após o crime.
Ao longo da operação, a polícia apreendeu dois fuzis, pistolas, revólver, munições, rádios comunicadores, distintivos policiais, drogas e equipamentos utilizados pelos criminosos, como máscaras, luvas e vestimentas de guerrilha.
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(Revisão: Nichole Munaro)











