“Victor – Fio do Bigode” — como é conhecido nas redes sociais — e outros dois investigados em um esquema que vendia eletrônicos do Paraguai seguem presos nesta quinta-feira (10). Dois foram presos preventivamente e um terceiro investigado foi submetido a monitoramento eletrônico pela PF (Polícia Federal), durante a Operação Nexum.
A organização criminosa teve R$ 10 milhões bloqueados pela Justiça Federal, quatro veículos sequestrados e três empresas com atividades suspensas. Na quarta-feira (9), além das prisões, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Horas depois, durante a tarde, os presos passaram por audiência de custódia, ocasião em que a Justiça analisou a regularidade do cumprimento do mandado de prisão preventiva.
Ao Jornal Midiamax, o advogado Luiz Fernando Cavalheiro, que representa a defesa de ‘Victor Fio do Bigode’ e de outro investigado, explicou que o material investigativo está sendo analisado. Na tarde de quarta (9), a defesa afirmou que seus clientes, acusados de descaminho e lavagem de dinheiro, irão se manifestar apenas em juízo.
Ostentação nas redes sociais
“Victor – Fio do Bigode” revela uma vida de ostentação nas redes sociais. Inclusive, há quase um ano, o investigado usou seu perfil para publicar vídeo brincando de ser preso.
Com 35,7 mil seguidores na rede social, Victor afirma que vende produtos de alto padrão e possui crediário próprio, semanal ou quinzenal. Algumas das publicações revelam a ostentação de uma vida de luxo, com viagens para Fernando de Noronha, cruzeiro pelo litoral do Brasil, Jericoacoara e outros estados brasileiros.
Em outubro, Victor publicou um vídeo brincando de ser preso. “Mercado em choque: Fio do Bigode detido por segurar o estoque do iPhone 17 Pro Max”, escreveu o investigado, simulando manchete de um jornal.
Operação Nexum
A operação mira uma organização criminosa que vendia mercadorias eletrônicas do Paraguai e extorquia clientes. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, policiais federais, juntamente com uma equipe da Receita Federal, apreenderam eletrônicos e perfumes em uma casa do bairro Los Angeles. A movimentação das equipes foi vista por moradores da região no início da manhã.
O grupo atuava há pelo menos um ano em Campo Grande, com a internalização irregular de mercadorias eletrônicas oriundas do Paraguai, vendidas de forma parcelada e informal.
Em caso de inadimplência, os investigados faziam as cobranças com ameaças aos clientes e até exibiam armas de fogo. O grupo também é investigado por agiotagem, extorsão, tráfico de drogas, crimes relacionados a armas de fogo e lavagem de capitais.
A Operação Nexum contou com mais de 50 policiais federais de várias unidades da Superintendência Regional de Mato Grosso do Sul e apoio da Receita Federal.
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(Revisão: Nichole Munaro)








