Durante a coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (5), no Batalhão de Choque da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), foi confirmado que as ligações de ameaças feitas por supostos faccionados a comerciantes do Estado são falsas. Mato Grosso do Sul vem enfrentando um aumento na disputa de território entre facções criminosas nos últimos meses.
A guerra entre as facções CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) tem motivado várias execuções no interior do Estado. Nesse período, alguns comerciantes passaram a receber ligações de ameaças de supostos integrantes de organizações criminosas.
Segundo o comandante do Choque, o major Clayton da Silva, em algumas ligações os criminosos diziam que, se os empresários não pagassem algum tipo de mensalidade, teriam os seus comércios queimados. Entretanto, o militar reforça que todas essas ligações não passam de golpes.

O major aproveitou para reforçar que, em Mato Grosso do Sul, ainda não foi registrada nenhuma ocorrência dessa gravidade. “Normalmente é algum tipo de oportunista, algum tipo de estelionatário, que passa esse tipo de trote para poder amedrontar e, claro, se o cara ligar para 10 e ele conseguir um que pague, ele ganhou o dia dele”, pontuou.
Por fim, ele reforçou que as forças de segurança de MS estão dando a resposta condizente com a criminalidade que vem crescendo nos últimos meses.
“A gente até pede para a sociedade não ficar amedrontada, não ficar aterrorizada, porque as forças de segurança estão dando a resposta condizente com a criminalidade”, finalizou.

Grupo de trabalho
Há quase um mês, a Polícia Civil divulgou no DOE (Diário Oficial do Estado) a criação de um grupo de trabalho estabelecido exclusivamente para conter o avanço das facções. A portaria que instituiu o grupo de trabalho foi assinada pelo delegado-geral Lupérsio Degerone Lúcio.
O grupo foi instituído para o fluxo centralizado de extrações de dados digitais referentes ao enfrentamento às organizações criminosas e para a regulação da capilaridade investigativa imediata, focando na atuação das SIGs (Seções de Investigações Gerais) regionais e das delegacias. O prazo para apresentar o relatório final com o fluxo proposto é de 60 dias.
Foi determinado o regramento para a comunicação prévia de ações operacionais entre os pontos focais, para fins de alinhamento interdepartamental. O grupo também terá que criar mecanismos para monitorar boletins de ocorrência em tempo real.
A força-tarefa será coordenada pelo delegado-geral adjunto e contará com diretores dos departamentos de inteligência, do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), de departamentos especializados e de delegacias do interior e da Capital.
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(Revisão: Nichole Munaro)









