A 2ª edição da Operação Desarme, do Ministério da Justiça, em parceria com as polícias Civil e Militar, resultou na prisão de cinco integrantes do Comando Vermelho e na morte de uma das lideranças da facção criminosa em Maracaju.
Frank Roberto de Oliveira Pereira foi morto na manhã desta quinta-feira (13) em confronto com policiais da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). De acordo com o delegado titular da Denar, André Mendonça, Frank era responsável por coordenar atividades relacionadas ao tráfico de drogas e teria, em diferentes ocasiões, ameaçado indivíduos com arma de fogo.
O objetivo das ameaças era obrigar à comercialização de drogas vinculadas à organização criminosa. O delegado explica que o foco da operação era a apreensão de armas de fogo, mas que, para isso, foram monitorados alvos integrantes da facção.
“A operação foi montada no âmbito da Operação Desarme, do Ministério da Justiça. Essa operação tem o foco de combater a circulação irregular de armas de fogo e apreendê-las”, explicou Mendonça.
Segundo o delegado, como a Denar é especializada em repressão ao narcotráfico, utiliza informações relacionadas ao tráfico de drogas para chegar até as armas de fogo utilizadas por traficantes faccionados.
“Em razão da guerra de facções, sempre há maior probabilidade de as armas de fogo serem encontradas por eles. A nossa atuação sempre vai ocorrer no âmbito do tráfico de drogas e do combate a organizações criminosas voltadas ao tráfico de drogas. Mas, nesse caso, tínhamos uma finalidade específica de apreender armas de fogo”, explicou o delegado.
De acordo com as investigações, os integrantes do Comando Vermelho presos na noite desta quarta-feira (12) atuavam na disputa territorial relacionada ao controle de pontos de tráfico de drogas em Maracaju. Segundo a Polícia Civil, os faccionados ameaçavam pessoas para que comercializassem exclusivamente entorpecentes vinculados à organização criminosa Comando Vermelho.
Os cinco presos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. A Polícia Civil também representou pela conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas.
Conforme a Polícia Civil, as investigações seguem para identificar outros integrantes da organização criminosa, fornecedores da facção, pontos de comercialização e o fluxo financeiro dos criminosos.
Operação e prisões
Durante diligências, policiais identificaram indivíduos suspeitos de integrar o Comando Vermelho, responsáveis por funções de armazenamento da droga, distribuição, arrecadação de valores e repasse de informações.
Um dos suspeitos foi abordado e confessou armazenar drogas e realizar entregas em diferentes pontos de comercialização, além de recolher o dinheiro obtido com as vendas. Com ele, foram apreendidas 67 porções de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 670 gramas, além de dinheiro em espécie.
Em novas diligências, policiais prenderam outros quatro suspeitos. Com eles, foram apreendidos porções de maconha, dinheiro em espécie e diversos telefones celulares.
Depois de aprofundar as investigações, a polícia localizou Frank Roberto, principal liderança do Comando Vermelho em Maracaju. Ele seria responsável por coordenar atividades relacionadas ao tráfico de drogas e teria, em diferentes ocasiões, ameaçado indivíduos com arma de fogo. O objetivo das ameaças era impor a comercialização de drogas vinculadas à organização criminosa.
Ao ser encontrado, Frank deixou o imóvel em uma caminhonete. Durante a abordagem, ele tentou disparar contra os policiais da Denar, que reagiram à agressão. Frank foi atingido e morreu no local.
Operação Desarme
A Operação Desarme é uma ação nacional coordenada pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com polícias civis, militares e forças federais. A ação é deflagrada de forma pontual em estados, regiões metropolitanas ou cidades específicas com base em investigações de inteligência e é voltada ao combate ao tráfico ilegal de armas de fogo, munições e ao crime organizado.
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(Revisão: Nichole Munaro)






