Nesta quinta-feira (10), o Ministério Público Estadual pediu a prisão preventiva da mulher presa em flagrante por maus-tratos, na quarta-feira (9), após divulgar um vídeo em que chuta um filhote da raça shih tzu.
O documento é assinado pela promotora de Justiça Angélica de Andrade Arruda, da Comarca de Aquidauana — cidade a 139 quilômetros de Campo Grande —, onde também ocorreram as agressões contra o filhote.
Nas imagens compartilhadas nas redes sociais, é possível ver que ela joga o filhotinho e depois chuta o animal, dizendo para que chamasse o delegado a fim de pagar o veterinário. O vídeo que mostra as agressões foi divulgado pela própria suspeita.
O caso ganhou repercussão rapidamente, o que contribuiu para a localização e prisão da suspeita. Segundo a delegada Tatiana Zynger, na delegacia, a mulher se limitou a dizer que estava brincando e contou que comprou a cadelinha há pouco tempo. Depois disso, manteve-se em silêncio durante o interrogatório.
A promotora do Ministério Público pontua que há indícios suficientes de que a acusada praticou maus-tratos contra o animal e reforça que a ex-tutora não pode responder ao processo em liberdade.
“Diante da gravidade da conduta e da aparente insensibilidade moral demonstrada ao registrar e divulgar as agressões, medidas como o comparecimento periódico em juízo ou o monitoramento eletrônico seriam inócuas para conter o ímpeto violento da autuada. A segregação cautelar é a única via capaz de resguardar a ordem pública e impedir que novos atos de crueldade sejam perpetrados”, observa.
Defesa alega transtorno psquiátrico
Horas após a prisão, a defesa da ex-tutora emitiu uma nota alegando que ela é “portadora de transtorno de personalidade borderline”, sofre de “episódio depressivo grave, sob investigação e acompanhamento com diagnósticos”, realiza tratamento no Caps II (Centro de Atenção Psicossocial) de Aquidauana e faz uso de medicamentos de controle especial.
Em nota, o advogado Geilson da Silva Lima também defende que o episódio registrado deve ser compreendido considerando o quadro de saúde mental da paciente, o que, segundo ele, “afeta diretamente sua capacidade de discernimento e sua estabilidade emocional e comportamental”.
A suspeita permanece na Delegacia de Polícia de Aquidauana e aguarda audiência de custódia, que ainda não foi designada.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








