Nesta quinta-feira (10), retirada do sigilo sobre o relatório da Polícia Federal do caso “Dark Horse” revelou nomes de políticos que teriam repassado emendas para a produtora do filme. Entre eles, está o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS).
Conforme o relatório, Pollon teria destinado R$ 1 milhão em emenda parlamentar para a ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme “Dark Horse”.
A Academia Nacional de Cultura, organização presidida por Karina Gama, foi indicada como beneficiária de R$ 1 milhão em emendas destinadas por Marcos Pollon, além de R$ 150 mil destinadas por Bia Kicis (PL-DF). No entanto, esses valores não foram efetivamente pagos.
Além disso, a PF reafirma que os parlamentares são eleitos pelo Estado de Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, mas destinaram as emendas para São Paulo.
O que diz o parlamentar
Pollon se manifestou sobre o caso, confira na íntegra:
“DE NOVO: A NARRATIVA ANTES DOS FATOS.
Meu nome novamente está sendo citado em matérias sobre uma investigação envolvendo emendas parlamentares e o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
Então vamos contar a história inteira, porque parte da imprensa, parece mais interessada em construir uma narrativa política de destruição dos seus adversários(pq sim, parlamentares bolsonaristas são adversários da grande imprensa) do que explicar os fatos verdadeiros para os brasileiros.
Em 2023, indiquei uma emenda de R$ 1 milhão, com pagamento previsto para o início de 2024, destinada ao projeto Heróis Nacionais, por meio do Governo do Estado de São Paulo.
E o que era o Heróis Nacionais?
Um projeto de alcance nacional criado para contar aos brasileiros a história de personagens que ajudaram a construir o Brasil. A proposta previa uma série documental sobre nossa história, nossa memória e nossos heróis, com episódios sobre personagens como Padre José de Anchieta, Dom Pedro I, entre outros.
Sempre defendi que a direita não pode abandonar a cultura e deixar que a esquerda decida o que os brasileiros devem aprender sobre a própria história, ensinando mentiras aos nossos filhos e netos. Cultura também é preservar nossos valores, nossa memória e reconhecer quem ajudou a construir este país e não pode ser resumida a dinheiro público para gente rebolando a bunda em cima de um palco.
O projeto era justamente para fazer o contrário: resgatar a nossa história e levá-la aos brasileiros de todo país, porém, ele não saiu do papel.
E aqui está uma informação importante que a imprensa parece não ter interesse em destacar: o próprio documento da Polícia Federal divulgado hoje pelo ministro Flávio Dino registra que NENHUM VALOR da emenda por mim indicada foi repassado à entidade investigada.
Portanto, como o projeto não saiu do papel, solicitei ao Gov. do Estado de SP que o recurso separado para esse projeto fosse realocado e destinado ao Hospital de Amor de Barretos, instituição que atende milhares de sul-mato-grossenses no tratamento contra o câncer todos os anos.
Agora tentam levantar outra suspeita. Dizem que, como fui eleito por Mato Grosso do Sul, eu não poderia ter indicado uma emenda para um projeto executado por meio do Estado de SP. Mais uma vez, falta contar a história verdadeira.
A emenda foi indicada em 2023, com pagamento previsto para o início de 2024. A determinação da ADPF 854, que passou a estabelecer essa restrição para a destinação de emendas a outros estados, só veio depois, em agosto de 2024.
Ou seja, querem usar uma regra criada DEPOIS para colocar sob suspeita uma emenda indicada ANTES de essa regra existir. E existe outro detalhe que convenientemente esquecem: a própria decisão ressalvou os projetos de alcance nacional.
É interessante observar quem está sendo colocado no centro dessas narrativas: Estamos falando de parlamentares recordistas de votos, puxadores de vagas na Câmara dos Deputados e candidatos ao Senado.
Coincidência? Jamais.
É impressionante o quanto parte da imprensa opera politicamente contra o bolsonarismo e a direita no Brasil. E faz isso de forma descarada, em pleno processo eleitoral, faltando menos de 30 dias para a eleição, misturando projetos, datas e fatos diferentes para construir uma narrativa capaz de atingir esses parlamentares.
Querem investigar? Investiguem.
Querem apurar? Apurem.
Eu não tenho problema algum com isso.
O que não dá é para pegar pedaços de uma investigação, omitir informações que estão nos próprios documentos, distorcer chamadas e produzir FAKENEWS com base nos interesses alheios. Isso não é jornalismo, é construção de narrativa.
Os documentos estão aí. Não escutem uma imprensa que mente e distorce os fatos todos os dias.
No dia 4 de outubro, você, toda a sua família e todas as pessoas que você conhece têm o dever de ir às urnas, digitar 22 e eleger Flávio Bolsonaro no primeiro turno, para que, finalmente, no dia 31 de dezembro esse pesadelo acabe.”
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








