Quase duas semanas após o acidente aéreo que matou a jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, a expectativa é de que o corpo seja cremado ainda nesta semana, em Campo Grande. Ela e o piloto Henrique Martin morreram no último dia 3 de julho, na região do Aeródromo Santa Maria.
Desde então, o corpo da Lydia aguarda liberação no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) da Capital. O processo geralmente é realizado por familiares ou por um representante legalmente constituído, sendo advogado ou integrante do consulado do país.
Conforme apurou a reportagem do Jornal Midiamax, uma pax de Campo Grande é responsável por realizar a cremação do corpo da pesquisadora. Inclusive, a expectativa é de que, posteriormente, as cinzas dela sejam levadas para a Alemanha.
Quem era a pesquisadora?
Lydia era jornalista da Alemanha, zoóloga e guia da natureza. Um dia antes do acidente, ou seja, no dia 2 de julho, ela havia publicado em sua rede social um vídeo da janela de um avião enquanto saía do Rio de Janeiro. “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”, escreveu.
A pesquisadora tinha um podcast sobre o mundo selvagem dos animais e publicou em sua rede social alguns registros do Pantanal. Inclusive, ela esteve por lá no ano de 2024.
Em 2018, Lydia publicou que fazia um estudo de papa-formiga/câmera no Pantanal. “Trabalhar com armadilhas para câmeras é sempre como uma caça ao tesouro — nunca se sabe o que vai encontrar quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, escreveu a pesquisadora alemã.

Queda do avião
Em 3 de julho de 2026, um avião Cessna Piper Sêneca caiu após decolar do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande. Moradores ouviram o barulho e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar.
As buscas duraram horas e as equipes encontraram a aeronave a 50 metros de distância do aeródromo. O avião era vinculado a uma empresa de táxi-aéreo.
Na nota de pesar e esclarecimento publicada oficialmente nas redes sociais, a Amapil afirmou que as causas do acidente ainda estão sendo apuradas; no entanto, em respeito às famílias de Marcelo e Lydia, a empresa não se manifestará sobre quaisquer aspectos técnicos ou circunstâncias do acidente até que os trabalhos oficiais sejam concluídos.

A perda de controle em voo pode ter ocasionado a queda do bimotor. A informação consta no reporte preliminar do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Consta no histórico da ocorrência que, inicialmente, a queda está sendo tratada como perda de controle em voo após o bimotor decolar do Aeródromo Estância Santa Maria, com destino final em Aquidauana, no Aeródromo Fazenda Barranco Alto. Durante a subida inicial, a aeronave teria perdido o controle de voo e se chocado contra o solo.
É frisado pelo Cenipa que as investigações do acidente ainda estão em andamento. No entanto, é pontuado que elas terão menor prazo de conclusão, o que dependerá da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes.
“Seu teor ainda pode ser alterado e não vincula obrigatoriamente as conclusões que serão publicadas no Relatório Final das investigações”, diz o aviso.

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(Revisão: Nichole Munaro)










