A jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff foi lembrada pela sua curiosidade e gentileza em uma publicação nas redes sociais. Ela e o piloto Henrique Martin de Carvalho morreram após a queda de um avião em Campo Grande na sexta-feira (3).
Lydia era a passageira do avião Cessna Piper Sêneca, que caiu após decolar do Aeródromo Santa Maria. Além de jornalista e pesquisadora da Alemanha, ela era zoóloga e guia da natureza.
Neste sábado (4), uma publicação foi feita na rede social da pesquisadora. No texto, ela foi lembrada por sua curiosidade e gentilezas infinitas. “É com profunda tristeza que compartilhamos a notícia de que Lydia Möcklinghoff faleceu em 3 de julho, em um acidente aéreo no Brasil. Agradecemos por sua curiosidade e gentileza infinitas. Você fará muita falta.”
A publicação gerou diversos comentários de admiradores do trabalho da pesquisadora, entre eles, um ex-professor. “Terrível e muito triste! Minha solidariedade vai para a família e grande pesar da minha ex-aluna, que tanto valorizei e admirei pelo seu trabalho e compromisso com a ciência”, escreveu.
“Estou atônito e profundamente entristecido. Não consigo acreditar. Descanse em paz, querida Lydia. O mundo perdeu uma pessoa maravilhosa. Minhas sinceras condolências à família e aos amigos”, comentou outro admirador do trabalho da guia da natureza.
‘Lembrarei de você’
Lydia era conhecida internacionalmente por estudar o Pantanal brasileiro, com foco especial nos tamanduás. Agora, será eternamente lembrada por esse trabalho.
“Estou chocado e com o coração partido ao saber do falecimento da pesquisadora Lydia Mocklinghoff em um acidente aéreo ocorrido esta manhã em Campo Grande. Não quero acreditar que isso tenha acontecido. Sou grato por ter tido a oportunidade de conhecê-la. Sempre que eu vir um tamanduá, lembrarei de você. Descanse em paz, Lydia”, escreveu um internauta na publicação.
Outros comentários desejam força aos amigos e familiares. Para um seguidor, Lydia teria muito a dizer ao mundo ainda. “Ah, que terrível! Envio muita força aos amigos e familiares dela. Li o livro dela com muito prazer. Com certeza ela ainda teria muito a dizer ao mundo”, comentou.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o corpo de Lydia ainda não foi liberado do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). A liberação do corpo será realizada por familiar ou representante legalmente constituído, inclusive advogado ou integrante do consulado do país.
Na quinta-feira (2), Lydia publicou em sua rede social um vídeo da janela de um avião, enquanto saía do Rio de Janeiro. “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”, escreveu.
Investigadores do Seripa estão no local da queda
Neste sábado (4), equipes de investigadores do Seripa IV (Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) estão no local da queda do avião para coleta e confirmação de dados, bem como a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave.
De acordo com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o relatório final da investigação será divulgado no menor prazo possível.
A instituição informa também:
“Reforça, ainda, que somente se pronuncia oficialmente sobre os resultados de suas investigações por meio da publicação do Relatório Final SIPAER, conforme previsto no art. 88-H da Lei nº 7.565/1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica – CBA). Concluída a investigação, o Relatório Final será publicado no site do CENIPA, com acesso público.
As investigações conduzidas pelo CENIPA têm como único objetivo contribuir para a prevenção de acidentes aeronáuticos, disseminando lições aprendidas por meio dos Relatórios Finais de investigação e, quando aplicável, por intermédio das Recomendações de Segurança. As atividades não têm o propósito de atribuir culpa ou responsabilidade civil ou criminal por um acidente aeronáutico, mas, sim, de identificar os possíveis fatores contribuintes relacionados à ocorrência, com o propósito de preservar vidas por meio do fortalecimento da segurança do transporte aéreo.”

Queda de avião em Campo Grande
Em 3 de julho de 2026, um avião Cessna Piper Sêneca caiu após decolar do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande. Moradores ouviram o barulho e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar.
As buscas duraram horas e as equipes encontraram a aeronave a 50 metros de distância do aeródromo. O avião era vinculado a uma empresa de táxi-aéreo.
Na nota de pesar e esclarecimento publicada oficialmente nas redes sociais, a Amapil afirmou que as causas do acidente ainda estão sendo apuradas; no entanto, em respeito às famílias de Henrique e Lydia, a empresa não se manifestará sobre quaisquer aspectos técnicos ou circunstâncias do acidente até que os trabalhos oficiais sejam concluídos.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









