Dias após o laudo da PF (Polícia Federal) descartar a presença de cocaína na carga de madeira apreendida durante a Operação Timber Shield, um inquérito foi instaurado para investigar o envio da informação à corporação.
A carga de 260 toneladas de madeira foi apreendida em junho e o laudo foi divulgado na última quarta-feira (22), com o resultado negativo para a presença de cocaína nas amostras.
Agora, as autoridades abriram uma investigação para apurar os interesses que motivaram a divulgação precoce dos fatos, segundo publicado pelo UOL Notícias. Entre os delitos apurados, está o de comunicação falsa de crime.
Operação Timber Shield
A carga foi apreendida em 21 de junho, durante a Operação Timber Shield, da Receita Federal, em conjunto com os Estados Unidos, a Aduana da Bolívia e o Exército. Ao todo, foram apreendidas 260 toneladas de madeira, que estavam divididas em oito caminhões — quatro deles foram interceptados em Corumbá, na fronteira com a Bolívia.
De acordo com a Receita Federal, no início do mês de junho, uma carga com o mesmo estilo de transporte de droga foi identificada no Chile. Na ocasião, 100 toneladas de cocaína foram interceptadas no país, com origem na Bolívia.
Um esquema parecido foi identificado na fronteira do Brasil e começou a ser monitorado no dia 19 de junho, após fiscalização. A mesma técnica de misturar a cocaína na madeira teria sido supostamente utilizada pelos criminosos, a fim de despistar as autoridades policiais.
Na ocasião, 260 toneladas da carga foram apreendidas. A polícia estimou, na época, que ao menos 50 toneladas da carga fossem de cocaína. Em Corumbá, foram interceptados 4 caminhões, totalizando 130 toneladas. A mesma carga e as mesmas quantidades foram aprendidas também em Cáceres (MT).

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(Revisão: Nichole Munaro)






