O Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul confirmou, neste domingo (26), as candidaturas que vão disputar as vagas ao Senado Federal, ao Governo do Estado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa nas eleições deste ano.
Para o Senado, o partido cravou o nome de Vander Loubet. Deputado federal desde 2003, o petista agora projeta representação na Casa Alta. A candidatura conta com a suplência da vereadora de Três Lagoas Maria Diogo e da professora Maju Cordeiro, de Dourados.
Ao Governo do Estado, o PT indicou o nome do advogado Fábio Trad. Ex-deputado federal, ele terá ao seu lado como vice a ex-primeira-dama, esposa do ex-governador e deputado estadual Zeca do PT, Gilda Maria.
O partido do presidente Lula se uniu a outras legendas do campo progressista em Mato Grosso do Sul. O arco de aliança inclui PSB — em dobrada com a senadora Soraya Thronicke —, PV e PCdoB.
O ‘chapão’ da esquerda sul-mato-grossense listou 24 candidatos ao parlamento estadual e 9 postulantes à Câmara dos Deputados.
Para deputado estadual:
- Aaron Torres (PT)
- Adão Salemaq (PT)
- Adriane Quilombola (PT)
- Ana Domingues (PV)
- Cassiano do Gás (PV)
- Clarineu Nogueira (PT)
- Dr. Jorge Lauricio (PT)
- Eduardo Borges (PT)
- Gilmar Garcia (PV)
- Gleice Jane (PT)
- Idevaldo (PT)
- Josenildo Ceará (PT)
- Ladi Souza (PT)
- Lucia Helena (PT)
- Luiza Ribeiro (PT)
- Luso de Queiroz (PT)
- Miltinho Madeiras (PT)
- Pedro Kemp (PT)
- Professora Bartô (PT)
- Ronaldo Terena (PT)
- Sandra Maria (PT)
- Weberton Sudário Corumbá (PT)
- Tiago Botelho (PT)
- Zeca do PT (PT)
Para deputado federal:
- Ana Saravy (PV)
- Camila Jara (PT)
- Elias Ishy (PT)
- Eliel Kaiowá (PT)
- Giselle Marques (PT)
- Marquinhos Trad (PV)
- Roberto Mateus (PCdoB)
- Sandro do Vander (PT)
- Thalita (do PCdoB)
Convenção contou com a presença de ministro de Lula
Durante a convenção nesta manhã, postulantes à chapa majoritária do PT foram recebidos pela militância petista com festa na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS). O ministro Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, participou da agenda.
Sob o som de fanfarra e palavras de ordem, os candidatos discursaram em defesa da democracia e prometeram garantir a competitividade do presidente Lula contra a direita no Estado.

“O debate mais difícil vai ser o Senado, e eu não podia recusar um pedido desse. E aceitei, aceitei porque eu tenho absoluta certeza que como senador, com a experiência que eu tenho, com a capacidade de articulação, a gente vai poder fazer a defesa e avançar nas reformas estruturais que o país precisa”, disse Vander Loubet, que também promete explorar em MS a comparação entre as entregas de Lula nos últimos 4 anos com as do governo de Jair Bolsonaro (PL), representado neste pleito pelo filho Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
O candidato afirmou à militância que quer ser senador não só pra ajudar a base de Lula, caso reeleito, mas para influenciar o avanço de reformas estruturais, como a reforma agrária. O político destacou a existência de 19 mil famílias acampadas em MS.
“Precisamos fazer com que a reforma agrária e a titulação avancem no nosso estado. Avançar na demarcação das terras indígenas, avançar na verticalização da cultura familiar para poder dar renda, dar mais condições para nossos pequenos agricultores familiares poderem produzir, industrializar seu produto e comercializar”, pontuou.
Vander ainda falou em ampliar a parceria com a Itaipu Binacional e prometeu cobrar por representante de MS na diretoria da gigante hidroelétrica. O parlamentar ainda pontuou o compromisso de buscar investimento do PAC e garantiu espaço de trabalho às suplentes, que, se eleitas, deverão coordenar escritórios na região conesul e leste do Estado.

Candidata a vice-governadora, Gilda foi recebida ao som de ‘Maria, Maria’, de Milton Nascimento, com faixas roxas em alusão à proteção das mulheres. Em discurso, ela disse que se trata de “momento em que mais uma vez a militância da cidadania se ergue, se aglutina, se abraça, para continuar construindo o Brasil”.
Ela cobrou empenho dos apoiadores contra o feminicídio, pedindo empenho para o engajamento de homens e mulheres sobre a pauta. “Como não adianta elegermos Lula e darmos um copo de água com veneno, nós temos que dar um copo de água saudável, limpo, comprometido, e esse projeto no Senado é Vander e a nossa companheira Soraya Thronicke”, disse.
Fábio Trad promete colocar mulheres para comandar 70% das secretarias de MS
O candidato ao Governo de MS Fábio Trad foi o último a falar. Ele lembrou a história de vida do pai, Nelson Trad, preso na ditadura militar, e destacou que herdou do patriarca a “coragem moral” para buscar as melhorias que acredita serem necessárias para MS.
“Hoje, o PT pode dizer a Mato Grosso do Sul: o campo democrático popular e progressista voltou. Crítico com as pessoas certas, nos lugares certos, para defender o que é certo. É essa coragem que o [o meu pai], Nelson Trad, me deu. E essa coragem que eu herdei como legado moral é a mesma coragem do povo de Mato Grosso do Sul”, disse o petista após criticar o adversário Eduardo Riedel (PP) de, segundo Trad, ter traído o PT em 2022.

Fábio também destacou o combate à violência contra a mulher e disse que, caso eleito, “no nosso governo não vai se criar feminicída”. Para garantir o enfrentamento, Trad promete 70% do secretariado no primeiro escalão sob o comando de mulheres.
O advogado comemorou a vitória contra o câncer dos aliados Vander Loubet e Camila Jara, que se emocionaram durante o discurso, e disse ainda que não se pode tolerar mães madrugando nos postos de saúde. Trad também defendeu os professores da rede pública. “Professor não é gasto, professor é investimento”, disse na sede sindical da educação.
Entre as propostas para a economia e a melhoria de renda do sul-mato-grossense, Fábio quer agregar valor à cadeia produtiva de Mato Grosso do Sul por meio da diversificação da produção.
“Mais de 1 milhão de hectares são voltados só pra plantação de eucalipto. As nossas riquezas vão pra fora, enquanto a renda per capita não chega a dois salários mínimos”, frisou.
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(Revisão: Nichole Munaro)







