O pedido para Laudelino Ferreira Vieira, apontado como uma das lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), retornar para o sistema prisional de Mato Grosso do Sul foi negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ele é acusado de chefiar a quadrilha responsável pelo roubo de aeronaves em Corumbá e Aquidauana.
Atualmente, Laudelino está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde cumpre parte da pena total qualificada em 95 anos, 3 meses e 4 dias de prisão. No entanto, a defesa entrou com um pedido de habeas corpus para que ele fosse então transferido para MS.
No pedido de Habeas Corpus, a defesa de Laudelino sustentou um erro no cálculo das datas cometido pela Justiça. Isso porque o prazo estabelecido para ele permanecer no sistema de segurança federal já teria vencido, tornando a permanência dele ilegal.
No entanto, o pedido foi negado, uma vez que, conforme o documento assinado pelo Ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente no Exercício da Presidência na quinta-feira (9), a pretensão “não pode ser acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário”.

Tentativas de fuga
Consta no documento que Laudelino já teria fugido do Sistema Prisional de Mato Grosso do Sul no ano de 2021; assim, foi recapturado somente em 2023, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Ainda, ele teria participado da tentativa de fuga do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho em 2012, de onde se evadiu em 2021, e do motim ocorrido em 2014, na PED (Penitenciária de Dourados).
Na ocasião, em virtude de um suposto plano de resgate, ele foi deslocado de Corumbá para Campo Grande em 2023, por avião, devido ao risco de interceptação terrestre.
Roubo de aviões
Os criminosos invadiram o aeroclube em 2021, em Aquidauana. Eles, um total de 18, renderam o vigia e seus dois filhos. As vítimas foram amarradas com lacres próximos à grade do tanque de combustível enquanto as aeronaves eram abastecidas. Naquela ocasião três aviões foram levados.
Os criminosos estavam encapuzados, fortemente armados e com luvas. Eles tinham sotaque espanhol, mas havia brasileiros entre eles. A invasão ao hangar aconteceu pelos fundos na vila 40. Na fuga, acabaram deixando para trás ferramentas.
Na época, informações passadas para o Jornal Midiamax pelo delegado Jackson Vale no dia do roubo eram de que, provavelmente, as aeronaves seriam usadas para o tráfico de drogas e que poderia haver o envolvimento de facções criminosas na ação. Os aviões teriam como destino a Bolívia e um alerta nacional chegou a ser emitido pela FAB (Força Aérea Brasileira) após o roubo dos aviões.
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