Um grupo especializado em furto de caminhonetes, especialmente Toyota Hilux e SW4, é alvo da Operação “Fenda Digital”, em Mundo Novo e cidades vizinhas, na manhã desta quinta-feira (7). Adolescentes faziam parte do grupo, que usava chave de venda para entrar nos veículos sem acionar os dispositivos de segurança.
A investigação durou três meses e, nesta quinta (7), com a deflagração da ação, prendeu 10 pessoas — sendo oito preventivamente e duas em flagrante. Além disso, cumpriu três mandados de busca e apreensão de adolescentes e dez mandados de busca domiciliar.
Durante o cumprimento dos mandados, a equipe apreendeu diversos aparelhos eletrônicos, drogas, armas, munições e outros objetos para a continuidade das investigações.
Na ocasião, um dos integrantes do grupo foi preso por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O outro foi preso por porte de munições de arma de fogo de uso permitido.

Modus operandi
A operação, coordenada pelas Delegacias de Mundo Novo e Naviraí, acontece após uma investigação de aproximadamente três meses, para desarticular a associação criminosa especializada no furto de caminhonetes na região sul do Estado.
As investigações revelaram um esquema estruturado e altamente coordenado, responsável por diversos furtos em Mundo Novo e municípios vizinhos. Após o furto, as caminhonetes eram levadas ao Paraguai.
Para o furto, os criminosos usavam uma chave de venda para entrar nos veículos sem acionar os dispositivos de segurança. Em seguida, eles colocavam decodificadores digitais para dar partida nas caminhonetes. Adultos e adolescentes figuram entre os envolvidos na empreitada criminosa, todos com funções definidas dentro do grupo.
A operação foi denominada “Fenda Digital” devido ao uso de decodificadores digitais para dar partida nos veículos. Além de Mundo Novo, participam policiais de Itaquiraí, Eldorado, Iguatemi, da Delegacia Regional, Dam (Delegacia de Atendimento à Mulher) e PM (Polícia Militar) de Naviraí, da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira) e de Guaíra (PR).
No suporte estratégico e operacional, há equipes da CGPA (Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo), com base em Campo Grande, além da atuação integrada da PF (Polícia Federal), PRF (Polícia Rodoviária Federal) e do DOF (Departamento de Operações de Fronteira).
As investigações continuam para identificar outros envolvidos na associação criminosa.
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(Revisão: Nichole Munaro)







