Preso desde novembro do ano passado após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrar a 4ª fase da Sucessione, Roberto Razuk está na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em um hospital de São Paulo.
Aos 85 anos, o ex-deputado estadual é réu acusado de explorar o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul e se encontra debilitado. Ele foi preso no dia 25 de novembro e liberado para a prisão domiciliar no mesmo dia, por conta do frágil estado de saúde.
No ano passado, ele havia passado por duas cirurgias para retirada de tumores. Os três filhos de Razuk: Roberto Razuk Filho — o Neno —, Jorge e Rafael também estão presos.
As investigações do Gaeco apontam que Roberto Razuk era o chefe do grupo criminoso que explora o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.
O patriarca do clã Razuk era quem detinha a decisão final sobre as questões mais relevantes do grupo, inclusive estando acima na hierarquia em relação ao filho, o deputado estadual Neno Razuk.
O papel de Roberto pai era decidir sobre questões como expansão do grupo, investimentos e articulações importantes.
As investigações do Gaeco apontaram que, para dominar a jogatina em MS, os Razuk também teriam supostamente praticado outros tipos de crimes violentos, que vão de roubos a assassinatos.
Já Neno é apontado pelo Gaeco como o líder operacional do grupo. No entanto, a investigação reforça que tudo tinha que passar pelo aval do pai.
Jorge e Rafael Razuk — irmãos de Neno —, que também foram presos, exerciam grande influência na alta cúpula da organização criminosa.
A família, porém, nega as acusações: “É falso e inexistente qualquer ato de violência praticado ou por nós planejado, no Mato Grosso do Sul ou em outro Estado. Nossa família não se envolve com qualquer espécie de violência, roubos ou práticas criminosas”, disseram em nota emitida logo após a prisão do patriarca, no fim do ano passado.
Neno Razuk foi preso na Bolívia
Neno Razuk foi detido no dia 2 de agosto na região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Havia um mandado de prisão em aberto contra ele no Brasil e um pedido em análise para inclusão de seu nome na lista da Interpol (Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal).
Desde então, permanece recolhido em uma cela no Centro de Triagem de Campo Grande.
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(Revisão: Nichole Munaro)





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