Na reta final da corrida para o 1º turno, representantes das candidaturas presidenciais de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram por Campo Grande, nesta semana, buscando engajar o eleitor no último fôlego para as urnas.
A visita de Daniella Marques, coordenadora da agenda econômica do candidato bolsonarista, na quarta-feira (16), mobilizou três frentes que são aposta da campanha presidencial do PL: economia familiar, empreendedorismo e voto feminino.
A programação de Daniella incluiu visita ao Mercadão Municipal, onde interagiu com consumidores, conheceu produtos regionais e aproveitou para criticar a política econômica do atual governo.
Ao conversar com eleitores, a ex-presidente da Caixa na gestão de Jair Bolsonaro fez questão de enfatizar o que considera a piora do poder econômico da população.
A ex-assessora de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia de Bolsonaro, também se reuniu com representantes da indústria e políticos aliados, como a senadora Tereza Cristina (PP), o governador Eduardo Riedel (PP) e o candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL).

Ela foi atração em evento voltado para mulheres empreendedoras, realizado na Associação Nipo-Brasileira. Era esperada a presença da esposa de Flávio Bolsonaro; contudo, por razões de segurança, Fernanda Bolsonaro não teve a viagem autorizada pela equipe do marido.
Além de buscar aproximar a candidatura de Flávio do mercado financeiro, Daniella Marques também foi escalada de primeira hora para engajar o eleitorado feminino, responsável por 52% dos votos no Brasil, mesma proporção em MS.
A chegada de Daniella na campanha marcou a contrarreposta de Flávio à crise com a esposa do pai, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ainda na pré-campanha. O dilema foi superado, segundo as partes, mas a líder do movimento feminino bolsonarista não se envolveu na campanha do enteado como fez em 2022, quando Bolsonaro buscava reeleição. Michelle é candidata ao Senado no Distrito Federal.
No dia seguinte, foi a vez da esquerda
Já na quinta-feira (17), foi a vez dos aliados do presidente Lula (PT) percorrerem a Cidade Morena para engajar o voto do eleitor. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, visitou a Cidade dos Anjos, área de ocupação no bairro Parque do Lageado.
O político também conferiu de perto as ações do Periferia Viva, do Novo PAC, no Loteamento Novo Samambaia.
Mais tarde, Boulos participou de evento do lançamento do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) em MS. A agenda reuniu movimentos de luta por moradia e foi marcada pela defesa de políticas públicas focadas na garantia da dignidade habitacional, a começar pela regularização das áreas ocupadas.

A passagem de Boulos mobilizou candidaturas da esquerda pela Capital. Com o PT buscando retornar ao Governo de MS após 20 anos, com a candidatura de Fábio Trad (PT), a agenda deu fôlego e gerou otimismo para arrastar a eleição estadual ao segundo turno.
O político ainda enfatizou a importância da eleição de senadores para garantir “vitória completa”. A coligação de Lula em MS tem como candidatos à Casa Alta do Congresso Nacional o deputado federal Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB).

“Não basta elegermos o Lula, é preciso eleger um congresso que tenha compromisso com as políticas e na defesa dos programas que o Lula vai estar defendendo para os próximos quatro anos. É por isso que quero ser senador. Vocês conhecem a minha história, sabem de que lado estou. Estou do lado do movimento social, porque a minha origem e liderança veio através do movimento sindical”, destacou Vander ao lado de Boulos na agenda que reuniu militantes de diversas cidades de MS.
Flávio lidera em MS, mas Lula promete não facilitar
O cenário estimulado para as eleições presidenciais em Mato Grosso do Sul mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 43% das intenções de voto, seguido por Lula (PT), com 33%.
Os dados constam na pesquisa mais recente do Instituto RealTime Big Data, divulgada em 10 de setembro.
Cenários de primeiro turno
Na pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são previamente apresentados, Flávio Bolsonaro registra 27% das respostas, enquanto Lula aparece com 24%.
No cenário estimulado, a distribuição das intenções de voto apresenta a seguinte configuração:
- Flávio Bolsonaro (PL): 43%;
- Lula (PT): 33%;
- Renan Santos (Missão): 5%;
- Ronaldo Caiado (PSD): 5%;
- Escritor Augusto Cury (Avante): 4%;
- Pablo Marçal (PRTB): 2%;
- Zema (Novo): 1%;
- Votos nulos e brancos somam 4%; e 2% não souberam ou não responderam.
Simulação de segundo turno
A pesquisa também traz um cenário de segundo turno disputado entre os dois candidatos mais bem posicionados. Nessa projeção, Flávio Bolsonaro (PL) obtém 52% das intenções de voto, contra 38% de Lula (PT).
O índice de votos nulos ou brancos é de 5%, mesmo percentual dos que não souberam ou não responderam.

Rejeição e avaliação de Governo
No quesito rejeição, o presidente Lula (PT) lidera com 54% dos eleitores afirmando que não votariam nele, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 38%; Pablo Marçal (PRTB), com 33%; e Ronaldo Caiado (PSD), com 30%.
O instituto avaliou também os índices de avaliação da atual gestão federal. O trabalho do presidente Lula é desaprovado por 62% dos entrevistados e aprovado por 33%.
Quando questionados sobre a classificação do Governo, 51% o consideram ruim ou péssimo; 24%, regular; e 22%, ótimo ou bom.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores de MS, entre os dias 5 e 9 de setembro. A margem de erro estipulada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%.
A amostra é composta por 53% de mulheres e 47% de homens, sendo a maior parcela (46%) na faixa etária de 35 a 59 anos.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








