O segundo bloco do Debate Midiamax 2026, realizado nesta segunda-feira (21) em Campo Grande, reuniu os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul em uma rodada de confrontos diretos sobre segurança, educação, infraestrutura, meio ambiente, economia, funcionalismo, transparência e saúde.
Lucien Rezende (PSOL) abriu os questionamentos perguntando a Eduardo Riedel (PP) sobre as ações para valorizar a segurança e se considera justa a remuneração das forças policiais. Riedel destacou os desafios geográficos das fronteiras e divisas do Estado, afirmando que a atual gestão fez investimentos permanentes de mais de R$ 600 milhões, com novas viaturas e equipamentos modernos. Na réplica, Lucien cobrou reforço na inteligência e na segurança de fronteira, sugeriu o uso de câmeras nos uniformes, defendeu uma polícia mais democrática e cobrou mais delegacias especializadas para combater o feminicídio. Na tréplica, Riedel citou reestruturações a partir do caso Vanessa, mas reiterou que o enfrentamento ao feminicídio exige foco na prevenção comunitária e escolar, citando a capacitação de 20 mil pessoas em mais de 50 municípios.
Fábio Trad (PT) questionou Riedel sobre o não cumprimento de um compromisso assinado com a Fetems para equiparar os salários de professores contratados aos dos concursados. Riedel respondeu que precisou lidar com limites legais e equilíbrio fiscal, mas lembrou que MS paga o maior salário do país para a categoria e destacou a restauração de mais de 270 escolas, além do novo concurso para 2 mil vagas. Na réplica, Trad afirmou que a promessa não deveria ter sido assinada, prometeu universalizar o ensino em tempo integral e colocar o estado no top 3 do Ideb no ensino médio. Em tréplica, Riedel rebateu dizendo que o adversário propôs “fazer o que a gente já faz”, garantindo que a universalização e a integração do ensino médio com o mercado já são realidade no Estado.
Daniel Lemes (PCO) perguntou a Fábio Trad sobre os planos de investimento em habitação e infraestrutura em grandes aldeias e na região pantaneira. Trad criticou Riedel pelo descumprimento do asfalto na entrada da aldeia Tey Kue, em Caarapó, e prometeu tratar as etnias como sujeitos de direitos. Contudo, defendeu o respeito aos produtores rurais, a criminalização de invasões e o cumprimento do direito à propriedade privada com suporte da União. Na réplica, Lemes denunciou a falta de estrutura e de água potável nas terras indígenas, criticou a liderança de Riedel nas pesquisas e pediu para a população indígena não votar no atual governador. Na tréplica, Trad reiterou as carências sanitárias gravíssimas nas aldeias e pontuou que o atual modelo de governo criminaliza os indígenas, citando mortes decorrentes de ações policiais.
João Henrique Catan (Novo) citou a trajetória de Delcídio Amaral (PRD) como senador e ministro para questionar o que falta na política ambiental sul-mato-grossense. Delcídio alertou para a urgência de uma política consistente contra as queimadas recorrentes no Pantanal e defendeu projetos de sequestro de carbono. Na réplica, Catan criticou a Lei do Pantanal, alegando que Riedel ficou refém da ministra Marina Silva devido a episódios de corrupção no Imasul; criticou o aumento de 600% nas queimadas e defendeu o incentivo e o retorno do gado ao bioma. Na tréplica, Delcídio pontuou que a pecuária estadual perdeu espaço para Mato Grosso e criticou gestões históricas de elites voltadas aos próprios interesses.
Delcídio Amaral questionou Renato Gomes (PRTB) sobre a concessão de incentivos fiscais a empresas de fora em detrimento dos comerciantes locais e o financiamento a pequenos produtores. Gomes criticou a alta arrecadação de ICMS, atribuiu o peso impostos à gestão de Riedel e defendeu energia e gás mais baratos, combate a relações com a Energisa, redução do custo da cesta básica e corte na alíquota do combustível. Acusou ainda casos de desvio de dinheiro no governo. Na réplica, Delcídio justificou que o aumento de tributos reflete o déficit nas contas públicas e no fundo previdenciário, apontando deficiências na Cassems e a necessidade de apoiar pequenos negócios. Na tréplica, Gomes prometeu enxugar custos nos departamentos administrativos e cortar supersalários.
Eduardo Riedel questionou Delcídio Amaral sobre qual margem fiscal o candidato enxerga para concessões salariais aos servidores respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Delcídio citou a margem oriunda de incentivos fiscais para valorizar o funcionalismo. Na réplica, Riedel destacou que o orçamento possui limites rígidos de comprometimento, afirmou que mais da metade dos incentivos é destinada a pequenos produtores e alertou contra a desinformação. A tréplica de Delcídio enfrentou problemas técnicos no microfone.
Lucien Rezende (PSOL) questionou Fábio Trad sobre como sua eventual gestão atuaria no combate à corrupção em Mato Grosso do Sul. Trad afirmou que adotará uma postura oposta à do atual governo, fazendo críticas diretas à governadoria por falhas de prevenção em episódios recentes do Estado.
Fechando as interações do bloco, Renato Gomes questionou João Henrique Catan sobre denúncias de venda de livros em troca de vagas na saúde e pediu propostas para o setor. Catan voltou a criticar o governador Eduardo Riedel, citando escândalos de corrupção, investigações com presos e episódios envolvendo a gestão do Hospital Regional.
O bloco teve, ainda, o primeiro direito de resposta concedido ao candidato Eduardo Riedel (PP).
Debate 2026
O Debate Midiamax acontece nesta segunda-feira, 21 de setembro, no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
A transmissão acontece ao vivo e pode ser acompanhada pelo Jornal Midiamax, com cobertura completa no portal, no Canal Midiamax no YouTube, pelo canal 4 da Net e nas redes sociais do jornal, incluindo Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook.











