Os incentivos fiscais em Mato Grosso do Sul e a carga tributária foram os principais temas do segundo bloco do Debate Midiamax, realizado nesta segunda-feira (21), em Campo Grande. Delcídio do Amaral (PRD) questionou Renato Gomes (DC) sobre a política de incentivos do Estado e o apoio oferecido a pequenos e médios produtores e comerciantes.
Delcídio questionou como Renato avalia os incentivos fiscais concedidos em Mato Grosso do Sul, especialmente diante da percepção de que empresas de fora do Estado teriam vantagens maiores do que empreendedores locais. O candidato também citou as dificuldades enfrentadas por pequenos e médios produtores e pelo comércio.
Em resposta, Renato Gomes, que é economista, concentrou sua fala na carga de impostos que incide sobre produtos e serviços considerados essenciais, como energia elétrica, gás de cozinha, gasolina e cesta básica.
“Nós arrecadamos R$ 17 bilhões de ICMS, nosso povo não aguenta mais imposto. O povo precisa de energia elétrica, gás de cozinha mais baratos, precisamos incentivar cooperativas de energia, precisamos de cesta básica mais barata, nossa gasolina tem 28% de ICMS”, afirmou.
Renato também fez críticas ao governo de Eduardo Riedel (PP) e apresentou acusações relacionadas a supostos esquemas de corrupção. Entre as declarações, citou episódios envolvendo agentes públicos e a empresa JBS.
“As malas dos agentes do governo saem cheias dos aviões da JBS, o secretário da Educação, que vive em Maracaju, amigo daquele homem [Riedel], foi preso por desvio”, afirmou.
Proposta de redução de impostos
Na tréplica, Renato Gomes detalhou como pretende reduzir a carga tributária por meio do remanejamento de recursos do orçamento estadual. Segundo ele, áreas administrativas e os chamados “supersalários” concentram valores que poderiam ser destinados ao setor produtivo.
“Acima de tudo, eu como economista, tiraria recursos do departamento de administração, que consome R$ 1 bilhão, a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) consome outro R$ 1 bilhão, os supersalários consomem outros R$ 2 bilhões. Só aí são R$ 4 bilhões. Esse recurso precisa ser direcionado pro comerciante, pro trabalhador”, argumentou.
Na réplica, Delcídio defendeu a ampliação da arrecadação e afirmou que as contas públicas enfrentam dificuldades. O candidato também mencionou os resultados dos incentivos fiscais já concedidos no Estado e defendeu uma atenção maior aos pequenos e médios empresários.
“Aumento de arrecadação, as contas não fecham. Estamos em uma situação difícil e criando incentivos que já geraram R$ 12 bilhões. É preciso olhar os pequenos e médios”, afirmou.
Debate reúne oito candidatos
O Debate Midiamax acontece no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Além de Delcídio do Amaral e Renato Gomes, participam Daniel Lemes (PCO), Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT), Jeferson Bezerra (Agir), João Henrique Catan (Novo) e Lucien Rezende (PSOL).
A edição de 2026 conta com transmissão ao vivo pelo site do Jornal Midiamax e pelas plataformas digitais, incluindo YouTube, Facebook e Instagram. O sinal também é retransmitido pela Rádio Difusora Pantanal, TVE, TV Imaculada, Rádio Bela Vista FM 98,5, Rádio Hora, Jornal Dourados Digital, MS Web Rádio e Rede Alerta MS de Comunicação.
A organização também destaca a experiência do debate de 2022, que reuniu os oito candidatos e registrou mais de 17 mil espectadores simultâneos nos canais digitais, além de mais de 26 mil comentários no Facebook. Naquele ano, o termo “Debate Midiamax” também atingiu o pico de buscas no Google no horário de início do evento.
🔵Debate Midiamax 2026
O Debate Midiamax será realizado no dia 21 de setembro, a partir das 20h, no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul).
Com transmissão ao vivo, o evento poderá ser acompanhado pelo Jornal Midiamax, com cobertura completa no portal, no Canal Midiamax no YouTube, pelo canal 4 da Net e nas redes sociais do jornal, incluindo Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook.











