Cumprindo agenda em Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (23), o pré-candidato à presidência Renan Santos (Missão) classificou a crítica do futuro rival nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL), às urnas como uma ‘conversa de perdedor’.
Na terça-feira (21), Flávio associou urnas da Venezuela investigadas pela CIA com urnas brasileiras durante um evento com dezenas de representantes diplomáticos estrangeiros.
“Eu não consigo entender; quando eles ganham, não falam da urna. Aí, quando eles começam a ver que vão perder a eleição, começam a falar. Eu só acho isso infantil; a urna só é fraudada quando eles perdem? Para mim, é conversa de perdedor, de quem quer criar uma confusão”, diz.
O senador e pré-candidato à presidência pelo PL disse que muitas urnas utilizadas nas eleições do Brasil “têm a mesma origem” da Smartmatic — empresa venezuelana mencionada no documento da CIA como suposta responsável por uma fraude nas eleições da Venezuela.
Agenda em MS
Renan cumpre série de agenda pelo Centro-Oeste e encerra em Mato Grosso do Sul. Pré-candidato pelo Missão, ele chegou a Campo Grande nesta quinta-feira e segue também para o interior do Estado.
Durante coletiva de imprensa na Capital, ele falou de várias áreas, como saúde, segurança, educação e agronegócio. Afirmou também estar aberto a diálogo com lideranças locais sobre possíveis alianças, mas que ainda não foi procurado.
“Nós vamos vencer as eleições presidenciais e acho que nós estamos na posição de ser ouvidos. No Mato Grosso, eu fui fazer os eventos e lideranças políticas locais, como o ex-governador Mauro Mendes. Eu fui chamado para conversar e, assim, eu sentei, conversei e passei a conhecer e falar bem do projeto deles no estado. Se as lideranças aqui do Mato Grosso do Sul quiserem fazer o mesmo, estarei apto a conversar”, afirma.
Em convenção, o Partido Missão afirmou que disputará as eleições sem coligações proporcionais. O diretório provisório em MS aprovou a chapa com seis candidatos a deputado federal que disputará as eleições pelo Estado.

Financiamento para o ‘agro’
Em MS, que tem forte presença do agronegócio, Santos defendeu uma reforma fiscal com queda de juros para o setor.
“Juros mais baratos com licença ambiental significam investimento máximo de infraestrutura, que é uma coisa de que o agro precisa. O agro precisa de ferrovia, precisa de infraestrutura de áreas de rodagens, infraestrutura portuária, corredores centrais, segurança jurídica”, diz.
“Outra coisa que o agro precisa é financiamento, e financiamento depende de capital, e capital depende de o governo gastar menos dinheiro para sobrar, para diminuir os juros e sobrar maior espaço para investimento”, ressalta.

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