Para o deputado federal Dagoberto Nogueira (PP-MS), a sobretaxa de 12,5% anunciada nesta quinta-feira (23) pelos EUA não tem relação com o trabalho forçado, como justificou o governo americano. A determinação começa a valer nesta sexta-feira (24) e acumula com o tarifaço de 25% anterior.
“Todos nós sabemos que não é em função do trabalho forçado, até porque combatemos e diminuímos muito. O problema é econômico mesmo, taxou o mundo todo e está enchendo os cofres dos EUA. Apesar de sermos deficitários em relação a eles, o pior é que isso pode não voltar mais; é difícil o próximo presidente abrir mão de receita”, opina ao Jornal Midiamax.
Ao todo, 60 países foram alvo dessa investigação e a medida entra em vigor a partir desta sexta-feira. Em relação ao Brasil, a nova tarifa de 12,5% se soma aos 25% que entraram em vigor no dia 22.
A decisão vem de investigações abertas em julho do ano passado pelo USTR (Escritório do Representante Especial de Comércio, em tradução livre) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A apuração concluiu que esses países, incluindo o Brasil, aderem a práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. No caso brasileiro, são cinco produtos listados: eletrônicos, baterias de lítio e tabaco, alumínio e algodão.
Dos 60 países investigados, 54 são alvos da proposta de 12,5%. Os outros seis: Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão tiveram propostas de 10%.
Tarifa de 25%
A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos contra as mercadorias brasileiras começou a valer nesta quarta-feira (22). O USTR justificou as cobranças por “práticas desleais” do governo brasileiro, como as ordens da Justiça brasileira contra remoção de conteúdos das redes sociais dos EUA e a expansão do Pix.
Outros motivos também seriam as falhas no combate ao desmatamento, ao crime organizado, ao trabalho forçado e à corrupção.
Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. O Brasil exportou cerca de US$ 37,7 bilhões para o país norte-americano em 2025 e US$ 99,9 bilhões para o asiático.
🔵 Receba notícias de Política no seu WhatsApp
Participe do grupo de Política do Jornal Midiamax no WhatsApp e receba informações diárias de tudo o que acontece na política de Mato Grosso do Sul.
✅ Clique aqui para participar





