O Agir foi o primeiro partido a oficializar os nomes para as eleições em Mato Grosso do Sul. A convenção aconteceu na manhã desta terça-feira (21), um dia após o início do prazo legal para que as siglas definam seus candidatos, que começou nesta segunda-feira (20).
Com chapa pura e sem alianças, o partido definiu candidatura ao Governo do Estado, ao Senado e lançou seis nomes para a Câmara Federal. O Agir não terá candidatos à Assembleia Legislativa.
Para o Governo de MS, o Agir homologou o nome de Jeferson Bezerra, de 53 anos. O candidato a vice é Valdenir Duarte, professor, ex-secretário de Educação de Deodápolis e pastor batista. Ao Senado, o partido aposta em Daniel Rodrigues Júnior. A chapa ao Senado terá como 1º suplente Alessandro Garcia e como 2ª suplente Luciene da Silva.
Em discurso durante a convenção, Jeferson Bezerra apresentou sua trajetória política. Ele disse que milita desde os 18 anos e já disputou cargos de vereador, prefeito de Dourados e senador.

“Colocamos o nosso nome à disposição da população de Mato Grosso do Sul por não concordar com os mesmos grupos políticos que vêm há décadas mandando no nosso Estado. Nós queremos ser essa opção para que a população amanhã não fale assim: ‘Eu não tive opção’. Eu sou essa opção”, afirmou.
O candidato destacou a saúde como prioridade. “A primeira promessa que nós temos que resolver no nosso estado é a saúde. É o maior gargalo. A gente não pode continuar com a vaga sendo oferecida em troca de contrato. Ninguém aguenta mais. Entra governo, sai prefeito, sai governador e a saúde é o mesmo gargalo”, disse.
O candidato ao Senado pelo Agir, Daniel Rodrigues Júnior, disse que o partido se apresenta como “uma alternativa ao eleitor que está cansado dessa briga de direita e esquerda”.

“As pessoas falam: ‘Daniel, não dá para votar num cara que só pensa em defender político’. Nós colocamos o nosso nome para isso. Nós conhecemos o que passa o mais carente desse Estado. Do pequeno produtor rural ao berço do Rio”, declarou.
Daniel citou ainda a segurança pública como um dos principais desafios. “O nosso Estado está sendo invadido pelas facções criminosas. A nossa fronteira está aberta e está na hora de alguém tomar um posicionamento sobre isso”, afirmou. Para ele, a disputa será “um Davi contra os Golias”, por falta de tempo de TV e de estrutura financeira, já que a sigla tem o menor fundo partidário.
Na Câmara dos Deputados, o Agir lançará seis candidatos: Carol Ajala, Professora Aguilera Guarani, Claudinei Farias Leandro, Edna Paixão, Milena Fernandes e Jurandir Machado. Segundo Jeferson Bezerra, a estratégia foi concentrar esforços em deputados federais.
“É mais difícil eleger deputado estadual num partido pequeno e sem estrutura financeira igual à nossa. Então optamos por seis candidatos a deputado federal. São três mulheres e três homens, para poder tentar cobrir o quociente eleitoral”, explicou.
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(Revisão: Nichole Munaro)







