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Política

Deputado Rodolfo Nogueira culpa política externa de Lula após novo tarifaço dos EUA

Produtos brasileiros serão taxados em 25% a partir da próxima quarta-feira (22)
Thalya Godoy -
rodolFo comissão
Rodolfo Nogueira, deputado federal por MS pelo PL. (Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) criticou a condução do governo brasileiro sobre as negociações do novo tarifaço de 25% dos Estados Unidos. A nova taxa foi anunciada na última quarta-feira (15) e começa a valer na próxima semana, em 22 de julho. 

“A decisão tem um forte componente político. O próprio secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já afirmou que as tarifas refletem a condução da política do governo Lula. Isso mostra que a política externa adotada pelo governo tem contribuído para o desgaste da relação com os Estados Unidos”, afirmou Nogueira. 

De acordo com cálculos da BBC News, o Brasil foi o país mais tarifado pelos Estados Unidos desde que Donald Trump retornou à presidência. A tarifa média efetiva era de 1,19% em janeiro de 2025, durante a gestão de Joe Biden. Atualmente, esse valor é de 11,66%, mas deve alcançar 14,42% até o fim de julho.

“Quem acaba pagando essa conta é o produtor rural, a indústria e o trabalhador brasileiro. O Brasil precisa de uma política externa pragmática, voltada aos interesses nacionais e à ampliação do comércio, e não de alinhamentos ideológicos”, defendeu o deputado federal bolsonarista. 

Tarifaço

O tarifaço entra em vigor a partir da próxima quarta-feira (22) e se baseia na Seção 301, da Lei de Comércio de 1974. A medida permite aos Estados Unidos apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

A nova tarifa isenta alguns produtos como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. O governo norte-americano afirma que tentou negociar no último ano com o Brasil as medidas que considera injustas com os Estados Unidos, mas não obtiveram sucesso. 

Membros do governo brasileiro apontaram três temas que representaram os principais atritos nas negociações, mas que seriam inegociáveis. São eles: o Pix; aumento da importação do etanol norte-americano pelo Brasil e uma moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.

Confira os produtos que serão taxados:

  • Etanol;
  • Máquinas agrícolas;
  • Vestuário;
  • Maquinário elétrico;
  • Calçados;
  • Ferramentas de jardinagem;
  • Equipamentos de mineração;
  • Papel;
  • Açúcar orgânico;
  • Bens de capital;
  • Manufaturados em geral;
  • Produtos químicos diversos;
  • Itens industriais processados.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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