Após os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) anunciarem paralisação nesta sexta-feira (12), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou que a discussão sobre o reajuste salarial da categoria precisará ser refeita. O aumento salarial estava previsto na política do Piso 20h na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande.
“No início do ano, o Governo Federal anunciou um repasse, um reajuste para a categoria de 0,37%. Esse reajuste era o que cabia para os cofres das prefeituras, mas ele foi majorado para 5,4% [pelo Governo Federal]”, aponta Adriane.
Segundo a gestora municipal, o Governo Federal ainda está estudando a partir de qual fonte fará esse repasse, o que dificulta o cumprimento do reajuste pelo Município.
“De janeiro pra cá, a gente vem enfrentando esse desafio. Todos os acordos celebrados no ano anterior, no ano de 2025, precisam ser refeitos. A discussão precisa ser refeita, porque, como você avança, sendo que partiu do Governo Federal uma iniciativa de 0,37% pra 5,4% de aumento sem uma fonte de provisionamento desse reajuste?”, questiona a prefeita.
Assim, ela explica que a situação gerou desajuste no que havia sido prometido à categoria. “Então desequilibrou todo o trabalho realizado anteriormente e, hoje, Campo Grande tem o maior salário do país para os professores. O piso aqui é pago num formato diferenciado de outras cidades do Brasil e, hoje, Campo Grande sai na frente com o maior piso. Não estamos atrasados, houve um aumento de 38%, quase 39%, de 2022 até 2026, e agora a gente precisou olhar para outras categorias, porque nós não temos somente os professores”, completa.
Paralisação
Diante da situação, os professores da Reme definiram pela mobilização a partir das 7h30 desta sexta-feira (12), na sede da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública).
A decisão foi aprovada pela categoria durante a Assembleia Geral Extraordinária promovida pelo sindicato na noite de segunda-feira (8).
“Eu respeito o direito de reivindicar melhorias salariais, de paralisação, até de outras ações cobrando que o Poder Executivo faça esse reequilíbrio. Mas eu preciso também que o Governo Federal abra esse precedente pra mostrar qual é a fonte pagadora, de onde vai vir o recurso, para que a gente possa repassar devidamente aos servidores”, finalizou Adriane.
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(Revisão: Nichole Munaro)








