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Política

Para evitar novo caos, prefeito afirma que Bonito está preparada para El Niño: ‘Já sofremos lá atrás’

Cemtec aponta que o El Niño deve diminuir as ondas de frio e causar ondas de calor no inverno
Fábio Oruê, Dândara Genelhú -
bonito prefeitura
Praça no centro de Bonito. (Graziela Rezende, Jornal Midiamax)

O prefeito de , Josmail Rodrigues (PSDB), afirmou, nesta quarta-feira (10), que o município aprendeu com o passado e tem se preparado para enfrentar o El Niño em 2026, que tem previsão de ser intenso neste ano.

“Nós já sofremos com isso lá atrás e agora, com certeza, estamos mais preparados para isso. Tomara que não venha tão forte”, afirma o prefeito, que relembrou o caos que tomou a cidade em 2018, quando as enchentes ‘pararam’ o município por quase 20 dias e deixaram famílias desabrigadas.

Josmail foi um dos prefeitos que participaram do 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, promovido pela Assomasul. “Se vier muita chuva, afeta o setor do turismo, rede hoteleira. E, quando afeta a rede hoteleira, afeta o quê? Afeta a culinária, afeta os bares, restaurantes, afeta até voo de avião”, diz.

Decreto com risco de ‘super El Niño’

O Governo de Mato Grosso do Sul declarou, no dia 3 de junho, estado de emergência ambiental por 180 dias em todo o território estadual devido às condições climáticas extremas que aumentam o risco de incêndios florestais sem controle.

A medida foi tomada em razão do déficit hídrico e das altas temperaturas combinadas com ventos fortes, que ameaçam a qualidade do ar e a biodiversidade, especialmente no bioma Pantanal. Conforme o decreto, Mato Grosso do Sul entra em período crítico com temperaturas acima de 30ºC, umidade do ar abaixo de trinta por cento e ventos que superam 30 km por hora.

O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) aponta que o El Niño deve diminuir as ondas de frio e causar ondas de calor no inverno, entre os dias 21 de junho e 22 de setembro. A estação também deve ser mais quente que o inverno de 2025.

A normativa confere poderes para que autoridades administrativas e agentes públicos entrem em casas particulares para prestar socorro ou determinar a evacuação imediata em caso de perigo iminente.

Além disso, os contratos para compra de bens necessários para conter o fogo ficam dispensados de licitação com prazo máximo de 1 ano.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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