O governador Eduardo Riedel (PP) comentou sobre as ocupações indígenas e a atuação da PM (Polícia Militar), nesta terça-feira (30), durante a entrega de 522 viaturas policiais. Nas últimas semanas, Sidrolândia, Amambai e Corumbá.
“Tem uma discussão recente aqui no Estado, sobre a depredação de uma propriedade, se era criminoso de direita ou esquerda. Criminoso é criminoso, não tem essa de criminoso de direita ou de esquerda, e a polícia vai atuar. Não é esse o foco da discussão”, comenta Riedel.
A declaração aconteceu durante a maior entrega de viaturas da história da segurança pública de Mato Grosso do Sul. Foram investidos mais de R$ 179 milhões nos equipamentos, que incluem 98 caminhões e viaturas especializadas para o Corpo de Bombeiros, 219 viaturas para a Polícia Militar e 131 para a Polícia Civil.
“O foco é manter a garantia da lei e da ordem, e assim vai ocorrer. Aqui no Estado não vai ter um palmo de território onde a ordem não possa ser mantida. Ninguém vai se aproveitar de uma situação específica para poder se beneficiar com o crime ou algum ato ilícito que seja”, garante.
Ocupações em MS
Mato Grosso do Sul registrou, desde meados de junho, ocupação na Fazenda Limoeiro, em Amambai, na Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, e na Fazenda Vila Real, no Pantanal sul-mato-grossense.
A 2ª Vara Federal de Ponta Porã chegou a proibir a intervenção da PM na ocupação indígena na Fazenda Limoeiro. As forças de segurança foram mobilizadas após o proprietário registrar boletim de ocorrência sobre a ocupação da propriedade por um grupo de aproximadamente 30 indígenas. Um indígena chegou a ser preso na ação
A polícia ficou impedida de fazer qualquer intervenção no local sem acompanhamento da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.
“A PM tem a orientação de manter a ordem dentro de Mato Grosso do Sul. Independentemente de serem indígenas ou não. Aqui o crime vai ser combatido e a justiça vai determinar, muitas vezes em função dos elementos que chegam a ela, como deve ser atuado. A nossa posição é essa e nós vamos respeitar a justiça sempre”, garante Riedel.
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