Um grupo de indígenas voltou a invadir a Fazenda Limoeiro, no município de Amambai, na madrugada desta quarta-feira (17). A propriedade já havia sido alvo de conflito no mês de abril, quando cerca de 20 indígenas entraram na sede.
Conforme informações do portal A Gazeta News, de terça (16) para quarta-feira (17), o grupo teria causado danos materiais na sede da propriedade. Os indígenas também teriam ateado fogo em vegetação, assustando moradores.
A Polícia Civil do município confirmou a informação. Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar encontram-se no local para a retirada do grupo, que ainda permanece na área.
O que diz a Famasul?
Marcelo Bertoni, presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), afirmou saber sobre a ocorrência e disse que ela reflete as consequências de um ‘exemplo ruim’. Segundo ele, as discussões que ocorrem durante conflitos tendem a incentivar a situação em outros lugares.
“Deveria ter um regramento que a fazenda que fosse sofrida de invasão fosse igual quando é sem terra. Ela está fora de qualquer discussão e durante cinco, seis anos, ela vai para o final da fila. Nós não podemos incentivar. Isso, hoje, todo mundo se discute, faz o que faz. Vem e quer sentar para resolver o problema que está em frente, e esse não é o exemplo que a gente precisa dar”, explicou.
Além disso, Bortoni relembrou que um caso semelhante ocorreu em Antônio João. “Eu entendo que tem critérios técnicos das fazendas que têm mais tempo, que é um dos critérios que a gente usou, de quem está invadido há mais tempo, a gente sentar para conversar e que não tenha conflito. Então, na minha concepção, essas duas áreas estão fora de qualquer discussão. Eu não sentaria para discutir.”
Relembre o caso
No dia 25 de abril, por volta das 23h20, um grupo com cerca de 20 indígenas entrou na sede da fazenda e teria, na ocasião, forçado a família moradora a abandonar a casa às pressas. Eles causaram vários danos no local, além de tentar destruir maquinários da propriedade.
Posteriormente, outros três indivíduos foram flagrados tentando bloquear a rodovia que dá acesso à propriedade e também à aldeia. Momentos depois, seis deles foram detidos enquanto faziam um churrasco.
Já na manhã do dia 27, cerca de 15 indígenas adentraram novamente na propriedade, montaram um barraco e atearam fogo em áreas de lavoura. Eles também teriam sido flagrados utilizando lanternas e artefatos explosivos caseiros na divisa com a aldeia.
Uma pessoa foi detida por equipes do BPMRv (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária). Com ela, no local da fuga, foram apreendidos um facão de 50 cm, estilingue, uma faca, uma flecha de ferro, uma lança de madeira, um porrete e 18 cocos verdes — utilizados como comunicação.
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(Revisão: Nichole Munaro)









