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Política

Perguntas e respostas com direito a comentários marcam 3° bloco do Debate Midiamax

Governador Eduardo Riedel teve segundo direito de resposta
Renata Portela -
debate midiamax 2026 (40)
Plateia e organização do Debate Midiamax. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax)

O terceiro bloco do Debate Midiamax 2026, que acontece nesta segunda-feira (21) no Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de MS), foi marcado por perguntas e respostas com direito a comentários. Todas as perguntas têm como base os temas pré-definidos.

São 9 temas: saúde, educação, desenvolvimento econômico e emprego, combate à corrupção e transparência, servidor pújblico, infraestrutura e habitação, meio ambiente, impostos e assistência social e segurança pública.

Ao final, com poucos nomes disponíveis para sorteio, Eduardo Riedel (PP) acabou sorteado para perguntar e comentar. O mesmo havia ocorrido com Fábio Trad (PT) anteriormente. Mas, como havia outros nomes, a mediadora Cecília Flesch acabou sorteando outro candidato para comentar.

Houve desentendimento após o sorteio duplo com o nome de Riedel, o que foi esclarecido pela organização do evento.

Primeira pergunta

Assim, o bloco começou com o candidato Daniel Lemes (PCO) perguntando para João Henrique Catan (Novo), com comentário de Lucien Rezende (PSOL).

O candidato voltou a abordar a segurança pública e mencionou o despejo de comunidades indígenas no município de . Na pergunta, questionou quais são os planos de governo a favor dos povos originários. Em resposta, Catan falou sobre os incentivos fiscais. “Essa questão dos incentivos fiscais tira a verdadeira política municipalista que poderia estar indo para Amambai. Esse dinheiro deveria ir para Amambai, outros municípios; as cidades estão quebradas. Mato Grosso do Sul está quebrado, está levando às prefeituras do nosso estado. Vamos modificar isso, dando condições aos municípios, fazendo o contrário”.

Na sequência, Lucien Rezende (PSOL), comentou, retomando a questão dos povos originários. Lucien afirmou que, em um eventual governo, pretende dar atenção às comunidades indígenas e à valorização de sua cultura.

Segunda pergunta

Renato Gomes, do DC (Democracia Cristã), perguntou ao candidato Delcídio Amaral, do PRD, sobre a atual gestão da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), que teve apoio de Eduardo Riedel (PP).

O candidato Delcídio comentou sobre os transtornos enfrentados no começo deste mês que causaram estragos em . O candidato acredita que foi falta de planejamento do Executivo e lamenta a situação que o campo-grandense enfrenta em relação a atual gestão na prefeitura.

A pergunta teve o comentário de Daniel Lemes, do PCO, que voltou a afirmar que, em quatro anos, Riedel não conseguirá resolver gargalos em educação, saúde, meio ambiente e segurança pública e, por isso, pediu que seus eleitores não votem no atual governador do Estado.

Na terceira pergunta sorteada, João Henrique Catan (Novo) questionou a Jeferson Bezerra (Agir) sobre qual a melhor solução para governar Mato Grosso do Sul. Catan contextualizou a pergunta com a informação de que o Estado está com dificuldade de arrecadação e as despesas subiram com a despesa de pessoal, sendo que quase 50% se gasta com folha de pessoal.

Bezerra destacou que, a melhor solução é analisar detalhadamente todos os gastos e redirecioná-los para as demandas que, de fato, precisam de atenção. “Para governar, precisa cortar gasto, precisa enxugar a máquina”.

Renato Gomes (DC) comentou que para dar certo é preciso revisar orçamento da administração, da Sefaz-MS. “E fazer com que os carros parados no pátio do Detran-MS, a maior parte deles, sejam anistiados, liberados, 80%. Nós somos verdadeiramente reféns de uma indústria da multa, e o governador se silencia sobre o assunto. Ele cria secretarias, com funcionários fantasmas, são 24 mil comissionários que não estão concursados”.

Quarta pergunta

Depois, Delcídio Amaral (PRD) questionou Fábio Trad (PT) sobre propostas para a infraestrutura de Mato Grosso do Sul, enquanto Jeferson Bezerra (Agir) também participou da discussão.

Fábio Trad abriu o bloco criticando as condições da infraestrutura rodoviária estadual e questionou a qualidade das estradas. “As estradas estão bem pavimentadas, têm acostamento, iluminação?”, perguntou.

O candidato do PT também defendeu a abertura do que chamou de “caixa-preta” do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul), para verificar a destinação dos recursos arrecadados pelo fundo. “[Queremos] entender para onde vai”, afirmou Fábio Trad.

Na réplica, Delcídio do Amaral afirmou que, caso seja eleito, pretende colocar novamente a Rota Bioceânica no centro das discussões sobre infraestrutura e também retomar o debate sobre a antiga ferrovia Noroeste do Brasil.

Em comentário, Jeferson Bezerra abordou a execução de obras de saneamento e pavimentação. Segundo ele, em determinados casos, o asfalto é feito antes da implantação da rede de esgoto, o que obrigaria posteriormente a abertura das vias para a instalação da infraestrutura subterrânea.

Depois, o candidato a governador Fábio Trad (PT) foi sorteador e perguntou a Lucien Rezende (PSOL) qual a avaliação sobre a política de meio ambiente do atual governador Eduardo Riedel (PP).

“Uma vez que o Reinaldo Azambuja, que é líder político dele, prega a extinção do Ministério do Meio Ambiente, esquecendo toda a crise climática que o mundo está passando?”, questionou o petista.

Sobre a importância do Ministério do Meio Ambiente para o estado de MS, Lucien Rezende defendeu sua imprescindibilidade. “Nós defendemos que temos que continuar com o Ministério do Meio Ambiente. A Marina Silva fez um excelente trabalho. Acredito que Mato Grosso do Sul, com os biomas que tem, o Cerrado e o Pantanal, precisa também ter secretaria e também do ministério federal. Isso é um absurdo, falar em acabar com o ministério, ainda mais com a emergência climática que vivenciamos”, apontou.

João Henrique Catan (Novo) comentou ser contra a política de colocar um contra o outro. “Aquele que produz não tem que ser contra quem preserva. No nosso plano de governo prevê soluções inteligentes como a a Prestação de Serviços Ambientais. Quem está prestando serviço ao meio ambiente será preservado. Coloquei na Alems a lei da onça, mas foi barrado lá. Temos que levar o boi bombeiro para dentro do Pantanal e precisamos de brigadas controladas”.

Sexto sorteado

Na rodada, Lucien Rezende (PSOL) questionou Eduardo Riedel sobre políticas de moradia para a população idosa. O candidato citou que Mato Grosso do Sul tem mais de 400 mil pessoas com mais de 60 anos e perguntou quais são as propostas para quem ainda não tem casa própria.

“Na população com mais de 60 anos, são mais de 400 mil pessoas em MS. Dessas, quantas não têm casa própria? Qual é o seu programa? No meu programa, quero zerar a fila de idosos que não têm casa própria”, afirmou.

Riedel utilizou o tempo de resposta para citar programas habitacionais do Governo do Estado voltados a diferentes faixas de renda. “O Bônus Moradia fez mais de 6 mil unidades habitacionais”, disse.

Na sequência, Riedel rebateu uma fala do candidato Fábio Trad e citou dados sobre pobreza em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o Estado passou de 21,3% para 17,7% da população nessa condição. O candidato também afirmou que houve redução de 60% na extrema pobreza e relacionou o resultado ao aumento do emprego.

“A gente, com prosperidade e educação, tem tirado mais pessoas da extrema pobreza, que diminuiu 60%. Quando vêm falar que são só os programas sociais, não é verdade, porque diminuiu o volume do Bolsa Família e do Mais Social por causa da empregabilidade: temos a menor taxa de desemprego da nossa história”, afirmou.

No comentário, Fábio Trad (PT) contestou o modelo de gestão apresentado por Riedel. O candidato afirmou haver contraste entre o discurso e a forma de administrar o Estado e classificou o modelo como “extremamente violento, excludente e de elite”.

Já a sétima pergunta foi do candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul Jeferson Bezerra (Agir), que questionou Renato Gomes (DC) sobre suas propostas voltadas à saúde pública no Estado, enquanto Delcídio Amaral (PRD) participou comentando.

“O senhor faz os seus comentários e se colocam em eloquência de uma revolta. O senhor sendo governador do estado, como ficará a saúde no governo do Estado de Mato Grosso do Sul?”, perguntou o jornalista.

“Já falei algumas vezes desse tema, precisamos não ter secretários envolvidos em operações policiais. Precisamos de auditoria, um verdadeiro administrador. Há muito tempo o povo de MS procura um cidadão comum pra governar o estado que não tenha compromisso com a classe política”, respondeu o economista Renato Gomes, do DC.

“Pra comprar uma BMW de 13 meses de uso você paga 2% de ICMS, e pra bancar sua energia elétrica você paga 17% de ICMS, no gás de cozinha 17%. O meu plano de governo prevê a instituição de um banco do Governo do Estado de MS, com R$ 1 bilhão ou R$ 3 bilhões nós iremos operar uma carteira de crédito de R$ 10 a R$ 30 bilhões”, prosseguiu.

Em comentário, Delcídio (PRD) afirma que o compromisso dele, se acaso eleito, é com a população e com desenvolvimento econômico e social.

Por fim, nEduardo Riedel (PP) perguntou a Daniel Lemes (PCO) sobre políticas públicas aos povos originários: “Com todas as suas etnias, diversidades geográficas e culturais: qual é a sua proposta de atuação como governador do Estado em relação aos povos originários?”.

Em resposta, Daniel Lemes classificou o governo de Eduardo Riedel como genocida e questionou quais medidas pretende adotar em seu plano de governo caso seja reeleito. “O que eu queria era que você respondesse porque hoje, Mato Grosso do Sul é o que mais mata indígenas através da sua secretaria de segurança pública”.

Na réplica, Riedel lembrou de avanço histórico na aquisição de terras reivindicadas por povos originários e falou sobre políticas públicas: “A questão indígena tem duas vertentes distintas: uma é o conflito fundiário, presente há décadas e de difícil solução. Aqui, estabelecemos a primeira capacidade de adquirir uma área indígena, o que está evoluindo para outras. Têm que ser regulamentados no Congresso os critérios para definir a demarcação, senão vamos continuar tendo conflitos. A outra é a política pública para os povos indígenas, uma em cada aldeia — a questão da água, a questão da habitação. Território indígena sempre foi território federal e não víamos políticas públicas acontecendo”.

Pelo sorteio, Riedel também teve direito ao comentário e completou dizendo que, “Pela primeira vez, a gente tem um volume de unidades habitacionais sendo definidas dentro de comunidades, com alta contrapartida do Estado — algo em torno de 25% a 30% do recurso do Governo Federal”.

🔵Debate Midiamax 2026

O Debate Midiamax será realizado no dia 21 de setembro, a partir das 20h, no auditório do Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul).

Com transmissão ao vivo, o evento poderá ser acompanhado pelo Jornal Midiamax, com cobertura completa no portal, no Canal Midiamax no YouTube, pelo canal 4 da Net e nas redes sociais do jornal, incluindo Instagram, TikTok, X (Twitter) e Facebook.

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