No terceiro bloco do Debate Midiamax, na noite desta segunda-feira (21), o candidato a governador Fábio Trad (PT) perguntou a Lucien Rezende (PSOL) qual a avaliação sobre a política de meio ambiente do atual governador Eduardo Riedel (PP).
“Uma vez que o Reinaldo Azambuja, que é líder político dele, prega a extinção do Ministério do Meio Ambiente, esquecendo toda a crise climática que o mundo está passando?”, questionou o petista.
Sobre a importância do Ministério do Meio Ambiente para o estado de MS, Lucien Rezende defendeu sua imprescindibilidade. “Nós defendemos que temos que continuar com o Ministério do Meio Ambiente. A Marina Silva fez um excelente trabalho. Acredito que Mato Grosso do Sul, com os biomas que tem, o Cerrado e o Pantanal, precisa também ter secretaria e também do ministério federal. Isso é um absurdo, falar em acabar com o ministério, ainda mais com a emergência climática que vivenciamos”, apontou.
Além disso, afirmou que o estado necessita de políticas de defesa ambiental. “Temos andado pelo Estado. Estive no Alto Taquari e é uma vergonha o que acontece ali. As máquinas colocadas ali estão assoreando os rios da região. Não somos contra o agronegócio, mas contra aquele que coloca maquinário na beira do rio e compra produtos irregulares. Não apoiamos. Temos que tratar isso com seriedade, respeitar, porque dependemos do meio ambiente. Em nosso governo, faremos diferente para valorizar o meio ambiente”, prometeu.
João Henrique Catan (Novo) comentou ser contra a política de colocar um contra o outro. “Aquele que produz não tem que ser contra quem preserva. No nosso plano de governo prevê soluções inteligentes como a a Prestação de Serviços Ambientais. Quem está prestando serviço ao meio ambiente será preservado. Coloquei na Alems a lei da onça, mas foi barrado lá. Temos que levar o boi bombeiro para dentro do Pantanal e precisamos de brigadas controladas”.
Na réplica, Fábio Trad relembrou que, em 2024, foram 22 mil hectares queimados em incêndio no Pantanal e que, em 2025, esse número mais que triplicou e ultrapassou 90 mil hectares queimados, conforme dados do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
“É preciso entender que é amplamente possível conciliar produção com preservação”, destacou. Fábio Trad defendeu que o governo precisa pagar por serviços ambientais aos “produtores conscientes” e criar um Fundo Clima Ambiental para conservação.
Lucien Rezende finalizou defendendo investigações contra agressores. “Temos que ter políticas sérias para defender nossos biomas, continuar combatendo quem agride o meio ambiente, investigar”, afirmou.
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