A Câmara de Ponta Porã pediu ao Estado reforços na segurança da fronteira da cidade, a 313 quilômetros de Campo Grande. A solicitação ao Governo de Mato Grosso do Sul ocorre após os EUA classificarem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como grupos terroristas.
O secretário de Segurança do Estado, Antônio Carlos Videira, foi até o Legislativo de Ponta Porã em 3 de junho. Assim, o presidente da Casa, vereador Jelson Bernabé (Republicanos), disse que o pedido de reforço na segurança parte da população.
“Nossa cidade possui características específicas por estar localizada na faixa de fronteira, o que torna ainda mais importante o fortalecimento das forças de segurança”, citou. Assim, disse que precisam “garantir condições adequadas para que as corporações possam desempenhar seu trabalho com eficiência e proporcionar mais tranquilidade aos cidadãos”.
Paz na fronteira
O presidente afirmou que a “segurança pública é uma prioridade absoluta” para a Câmara de Ponta Porã. Bernabé disse que são “demandas reais do povo, cobrando soluções efetivas e parcerias que tragam mais paz para as famílias de Ponta Porã”.
Além disso, os vereadores destacaram na reunião que a segurança deve se estender aos distritos e às comunidades rurais. “Igualmente necessitam de maior presença policial e ações preventivas de combate à criminalidade”, defendem os parlamentares.
MS na mira da CIA
Os Estados Unidos informaram que o PCC e o CV são “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. Parte da justificativa para a classificação como organizações terroristas é que a atuação desses grupos ultrapassa as fronteiras do Brasil.
A medida abre várias frentes em que os norte-americanos poderão atuar em todo o país, inclusive em Mato Grosso do Sul, nas áreas financeira, jurídica e militar.
A entrada oficialmente da CIA no combate ao PCC e ao CV muda o jogo. Isso porque o trabalho conduzido antes, pelo FBI, focava em crimes específicos, como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Agora, a abordagem muda para o assunto de segurança nacional para os EUA. Assim, a CIA pode conduzir operações de espionagem sigilosas, com interceptações cibernéticas por satélite e infiltrações que não precisam passar por processo judicial público.
Conhecido por ser a ‘porta de entrada’ de armas e drogas no Brasil através de seus 1,5 mil km de fronteira seca com a Bolívia e o Paraguai, Mato Grosso do Sul pode sofrer impactos com a decisão. As duas facções brasileiras disputam o comando da fronteira no Estado.
O impacto inicial pode acontecer já na região de Ponta Porã, mais especificamente ‘do outro lado da rua’, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.
🚨 Não perca nada! Entre no nosso canal de Política no WhatsApp e receba notícias direto no seu celular
✅ Siga o @midiamax no Instagram
Fique por dentro de tudo que acontece em Mato Grosso do Sul, no Brasil e no mundo! No perfil do @midiamax você encontra notícias quentinhas, vídeos informativos, coberturas em tempo real e muito mais! 📰
🎁 E não para por aí! Temos sorteios, promoções e até bastidores exclusivos para você!
🔔 Clique aqui para seguir e não perder nada!
(Revisão: Nichole Munaro)





