Presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Thalles Henrique Tomazelli detalhou que o presidente do PL no Estado, candidato Reinaldo Azambuja, disse em reunião com os prefeitos, na terça-feira (18), que eles têm liberdade para escolher o apoio à 2ª vaga ao Senado.
Isso porque muitos prefeitos têm relatado dificuldade em seguir a orientação do grupo, que é apoiar o candidato Renan Contar, historicamente adversário de Reinaldo. Enquanto deputado estadual na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), Contar direcionou seu mandato para fazer duras críticas à gestão Azambuja.
“Reinaldo foi muito enfático ao dizer ‘Estou aqui pedindo voto para mim e para o Contar. Mas os prefeitos têm a própria liberdade de cada qual’. Ali já ficou, né”, disse o prefeito de Itaquiraí, à frente da Assomasul. Thalles Tomazelli acredita que o apoio à segunda vaga acaba sendo “da particularidade de cada um [prefeito]”.
“A segunda vaga de Senado vai na particularidade de cada prefeito. Contar, hoje, é parte do nosso grupo, ao qual eu estou inserido. Isso [pedido de apoio] não ocorre na primeira vaga, porque o Reinaldo tem um longo serviço entregue e existe gratidão dos prefeitos. Mas teve uma disputa com o Contar em 2022, e isso se encerrou, ele faz parte do grupo. Mas acaba que, de fato, cada município tem sua particularidade. São 79 particularidades”, relata.
Voto baseado nas entregas

Tomazelli acredita que cada prefeito deve se basear muito nas entregas feitas para cada município. E entende que o candidato Vander Loubet (PT), apesar de apoiar Fábio Trad (PT) ao Governo do Estado, tem o reconhecimento dos líderes dos executivos estaduais por Mato Grosso do Sul.
“O Vander tem o tamanho de um deputado federal. Então, os prefeitos têm as decisões deles. O Reinaldo está no grupo com o Contar, mas a gratidão é pelo trabalho do Reinaldo. Não que a gente [grupo político] seja ingrato ao Contar, não é isso. É que ele não teve a oportunidade de um gestor. E um deputado estadual tem muito pouco serviço ainda [se comparado a um deputado federal]”.
Para Tomazelli, as entregas acabam sendo fundamentais para que cada prefeito decida seu apoio. “Cada prefeito tem autonomia para fazer a avaliação. Mas olha bem. Ele [Reinaldo] pede voto pro Reinaldo e pro Riedel. Segunda vaga pro Contar. Agora… tem prefeitos que têm relação com o Vander. E aí cada um decide de acordo com a sua particularidade”, finaliza.
Além de oposição, Contar chegou a protocolar em outubro de 2020, na Alems, um pedido de impeachment contra o então governador Reinaldo Azambuja. A movimentação ocorreu após denúncia do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que apontava o chefe do Executivo estadual por suspeitas de corrupção e chefia de organização criminosa.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







