O PT de Mato Grosso do Sul divulgou uma nota de repúdio contra a violência, as ameaças e as intimidações denunciadas por comunidades indígenas do Estado após o segundo turno das eleições.
Em Tacuru, um servidor enviou áudio no grupo do WhatsApp, após Flávio Bolsonaro ser derrotado por Lula (PT) nas urnas, sugerindo envenenar a água dos indígenas. Confira o áudio no fim do texto.
Além disso, foram registradas ameaças às comunidades indígenas em Naviraí, Nioaque e Coronel Sapucaia. O MPF (Ministério Público Federal) investiga os casos.
Conforme a nota, não há divergência política que justifique o ódio. “As denúncias de mortes, agressões, intimidações e até ameaças de envenenamento da água de comunidades indígenas são gravíssimas e exigem resposta firme do Estado.”
O PT ressaltou ainda que os povos indígenas são parte da história, da cultura e da identidade de Mato Grosso do Sul e merecem respeito. “Esses direitos não estão em disputa. Estão assegurados pela Constituição e devem ser cumpridos. Apoiamos a atuação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Funai e do Ministério dos Povos Indígenas. Cobramos apuração rigorosa, responsabilização e proteção imediata às comunidades. Reconhecemos a coragem das lideranças e organizações indígenas que denunciaram e acionaram as autoridades. Não recuaremos diante do ódio, do preconceito e da violência.”
A nota é assinada pelo presidente estadual do partido, deputado federal Vander Loubet.
Ameaças após eleições
As gravações que circulam nas redes sociais contêm ofensas contra indígenas de Tacuru e referências à possibilidade de envenenar a água. Em um dos trechos, um homem reclama da presença da comunidade indígena no município, utilizando expressões pejorativas. Em outro, afirma: “Já falei que tem que colocar veneno na água”.
A denúncia foi apresentada pelo vereador e cacique Ivan Montiel (PSDB), que afirma ter recebido os áudios de terceiros e identificado os possíveis envolvidos. Segundo ele, os suspeitos seriam servidores municipais. O parlamentar também informou que pretende adotar medidas nas esferas criminal e cível.
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(Revisão: Nichole Munaro)








