Em Campo Grande, o pré-candidato à presidência, Renan Santos (Missão), destacou propostas para a segurança pública, citando desafios como áreas de fronteira, como ocorre nos limites de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
Para o candidato, criar ações focadas na origem da droga, na rota do tráfico e a partir de onde ela é distribuída, como o Porto de Santos, em São Paulo, é um caminho indispensável para o combate ao crime organizado.
“[É preciso] entender que é uma guerra, entender que as Forças Armadas vão ter que atuar na fronteira, que a Polícia Federal vai poder fazer grandes operações, que as polícias militares estaduais vão atuar nos municípios, tanto no estado do Mato Grosso do Sul, quanto no estado de São Paulo, para destruir essas operações”, define.
O candidato ainda continua: “[É preciso entender] que nós vamos ter que chamar, eventualmente, uma parte das Forças Armadas para atuar junto com a Polícia de São Paulo para destruir o PCC na Baixada Santista, e que nós vamos precisar fazer uma intervenção federal no Porto de Santos. Toda esta linha, que vai do Mato Grosso do Sul até o Porto de Santos, representa apenas uma das linhas da guerra que o Estado brasileiro vai ter que atuar contra o crime organizado. Vai da fronteira até o Porto”, afirma Renan Santos.
O candidato acredita na criação de institutos jurídicos e projetos de lei que possam validar diferentes atuações de parte do Estado, para que ele tenha meios de agir.
“Em alguns lugares, vou colocar tanto a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), quanto o Estado de Defesa; municípios, eventualmente até bairros, para que aí a polícia possa agir de maneira muito enfática para que no nosso primeiro ano de governo a gente possa falar que está destruído o modelo atual do crime organizado”, garante o candidato.
Para ele, o governo brasileiro está “passando por uma infiltração, e o setor privado também.”
“Todo mundo fala: ah, mas e a Faria Lima? Vou pegar todo mundo do PCC que está na Faria Lima também, vamos pegar, dando o nome aos bois, vamos fisgar todo mundo que está fazendo lavagem de dinheiro”, promete.
Renan Santos ainda aproveitou o tema para “alfinetar” um de seus principais oponentes, Flávio Bolsonaro (PL).
“E no Rio de Janeiro? Nosso querido amigo Flávio Bolsonaro, que está concorrendo comigo nas eleições, ele era muito próximo do Bacelar, que era o operador político do Comando Vermelho na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Então também vamos para cima deles, em todos os lugares. Nós temos que ter os institutos jurídicos para isso, portanto, os meios institucionais, e do outro lado, nós temos que ter uma vontade por parte do governo de fazer um enfrentamento definitivo”, finaliza.
Agenda em MS
Renan cumpre série de agenda pelo Centro-Oeste e encerra em Mato Grosso do Sul. Pré-candidato pelo Missão, ele chegou a Campo Grande nesta quinta-feira e segue também para o interior do Estado.
Durante coletiva de imprensa na Capital, ele falou de várias áreas, como saúde, segurança, educação e agronegócio. Afirmou também estar aberto a diálogo com lideranças locais sobre possíveis alianças, mas que ainda não foi procurado.
“Nós vamos vencer as eleições presidenciais e acho que nós estamos na posição de ser ouvidos. No Mato Grosso, eu fui fazer os eventos e lideranças políticas locais, como o ex-governador Mauro Mendes. Eu fui chamado para conversar e, assim, eu sentei, conversei e passei a conhecer e falar bem do projeto deles no estado. Se as lideranças aqui do Mato Grosso do Sul quiserem fazer o mesmo, estarei apto a conversar”, afirma.
Em convenção, o Partido Missão afirmou que disputará as eleições sem coligações proporcionais. O diretório provisório em MS aprovou a chapa com seis candidatos a deputado federal que disputará as eleições pelo Estado.
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