A segunda feira de adoção dos animais sob tutela do IGA (Instituto Guarda Animal) ocorre no próximo domingo (9), no bairro Santa Fé. O evento faz parte de um acordo celebrado em uma ação civil pública entre o abrigo, a Prefeitura de Campo Grande e o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em 15 de julho.
O acordo prevê a realização de duas feiras de adoção por mês, sendo uma promovida pela Prefeitura de Campo Grande e outra pelo abrigo. O abrigo terá dez meses para doar os animais antes de fechar as portas definitivamente após a detecção de problemas estruturais e financeiros para a continuação das atividades.
Na audiência de conciliação, o IGA informou que era responsável por 73 animais, entre cães e gatos. A primeira feira de adoção foi promovida pelo abrigo em 1º de agosto, quando estavam sob tutela de 70 animais.
Nesta segunda-feira de adoção, a Prefeitura de Campo Grande informa que se trata de cães adultos, todos vermifugados e vacinados, castrados ou com a castração garantida.
Publicação nas redes sociais traz um ensaio fotográfico com os animais com o tema do Homem-Aranha. Em 29 de julho, a franquia estreou a continuação da história do super-herói com “Homem-Aranha: Um Novo Dia”.
O IGA trabalha desde 2016 no resgate de animais abandonados. A instituição informa que foram realizados mais de 700 resgates e promovidas mais de 500 adoções.
Os interessados em adotar podem procurar a feira de adoção no próximo domingo (9), das 9h às 12h, na Rua das Garças com Aníbal de Mendonça, bairro Santa Fé.
Acordo
O acordo foi firmado no âmbito de uma ação civil pública em que o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apontou irregularidades estruturais, sanitárias e de gestão. Entre os pontos listados, estava o uso das doações para gastos de natureza pessoal, como bares, cinema, iFood e salão de beleza.
A 42ª Promotoria de Justiça de Campo Grande pedia a dissolução da ONG e a transferência da tutela para a Prefeitura da Capital. Porém, a audiência de conciliação teria resultado em um acordo que prevê mais prazo para o IGA encontrar novos lares para os animais.
Na audiência de conciliação, também ficou acordado que a ONG poderá continuar operando por até dez meses a mais, enquanto há animais sob tutela da entidade. Após esse prazo, os cães ou gatos que não foram adotados ficarão sob responsabilidade da Prefeitura da Capital.
O Executivo municipal teria se comprometido com o auxílio veterinário aos animais, como castração, microchipagem e vacinação.
“A ONG já não recebia animais, não vai continuar recebendo também. Foi pontuado na audiência que muitas pessoas simplesmente abandonam os animais lá na ONG. Caso isso aconteça, a ONG vai recepcionar esses animais, que acabam sendo literalmente abandonados lá na frente, e vai comunicar isso no processo, indicando que tem mais um animal”, explicou o advogado do IGA, Eduardo Correia Pracz, após o acordo.
Sobre as doações, que foram alvo de questionamento do MPMS devido aos gastos para fins pessoais, foi autorizado que o Instituto Guarda Animal continue com os pedidos de contribuições enquanto permanecerem as atividades.
O acordo prevê que sejam entregues planilhas a cada dois meses ao MPMS, detalhando o relatório de despesas. A defesa do IGA afirma que uma prestação de contas mensal seria feita desde 2022, no âmbito de outro processo. “As doações vão continuar, porque são indispensáveis para a manutenção da guarda”, apontou.
Os demais pedidos feitos pela promotoria, como o bloqueio de contas das representantes e a ocupação do local pela Prefeitura, teriam restado prejudicados após o acordo.
Fim das atividades
Em 25 de junho, as responsáveis anunciaram o fim das atividades da ONG (organização não governamental) e a busca por lar para 120 animais na época. Em 2021 e 2024, o Instituto Guarda Animal chegou a comunicar que fecharia as portas devido às dificuldades financeiras.
São listadas despesas que precisariam ser arcadas pela administração do IGA, como água, energia elétrica e clínica veterinária. Animais diagnosticados com leishmaniose precisam encontrar lares responsáveis. Sem adoção, a equipe teme que eles sejam encaminhados para eutanásia.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






