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Gaeco prende 16 por desvios de R$ 27 milhões da saúde e educação em MS

Grupo cooptava servidores para conseguir autorizações de exames, cirurgias e vagas em hospitais de MS
Gabriel Maymone -
Gaeco apreendeu mais de R$ 70 mil em espécie (Divulgação, Gaeco)

A operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrada na manhã desta terça-feira (7) visa cumprir 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão. O Gaeco não confirmou se todas as prisões foram cumpridas.

As ações são realizadas em cidades nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, sendo: , Dourados, , Caarapó, , Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

A Operação Gutenberg combate uma organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.

Conforme o Gaeco, a organização recebeu mais de R$ 27 milhões em verbas públicas. O dinheiro era pulverizado em uma rede de pessoas e empresas para dissimular a origem ilícita. Mais de R$ 70 mil em espécie foram apreendidos nesta terça-feira, sendo 907 em notas de dólar.

A reportagem apurou que um dos alvos é o ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos.

Gaeco em frente a um condomínio em Campo Grande nesta terça-feira (7). (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

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As investigações revelaram as várias frentes de atuação e que o esquema criminoso se valia da influência de servidores cooptados na área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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