O MPF (Ministério Público Federal) abriu um procedimento administrativo para acompanhar o conflito entre indígenas Guarani-Kaiowá e proprietários rurais em Amambai. A Fazenda Limoeiro foi ocupada duas vezes este ano, em abril e em junho.
Essa propriedade estaria sobreposta à Terra Indígena Iguatemipeguá II. Em 2008, o governo federal criou um grupo de trabalho para estudar a demarcação dessa área, vizinha à Aldeia Limão Verde.
Por sua vez, funcionários e proprietários da fazenda reclamam da violência das ocupações. Os atos provocaram manifestações de repúdio da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e do governador Eduardo Riedel (PP).
Na semana passada, a Justiça Federal determinou que o Estado se abstenha de ações de reintegração sem acompanhamento de órgãos federais. A PMMS (Polícia Militar de MS) deve apenas garantir a segurança dos indígenas e trabalhadores.
Assim, o MPF determinou que o Estado fosse intimado da decisão e limite a atuação da PM a fim de evitar novos conflitos, até que uma solução seja encontrada para o impasse.
A fazenda é alvo de ocupação desde o dia 17 de junho, e a PM chegou a prender um indígena. No dia 25 de abril, a propriedade foi ocupada, e pelo menos seis foram presos.
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