Tomou a dose do imunizante contra dengue Butantan-DV? Especialistas afirmam que não há motivo para pânico. O uso da vacina foi suspenso pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (8) após serem identificadas 42 reações severas em pessoas que receberam a vacina.
Em Mato Grosso do Sul, a vacina estava disponível apenas para trabalhadores da saúde e profissionais da APS (Atenção Primária em Saúde). O Estado recebeu 7,8 mil doses do imunizante em fevereiro de 2026. A vacina foi disponibilizada de forma ampliada para o público de 15 a 49 anos apenas nas cidades de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG).
A médica infectologista do HU/UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal de Grande Dourados), Andyane Tetila, tranquiliza os pacientes que receberam o imunizante antes da suspensão e orienta que é necessário prestar atenção em possíveis sintomas durante as próximas semanas.
Entre os sintomas a serem observados, a infectologista destaca: febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral.
“Para quem já recebeu o imunizante, a orientação é manter a tranquilidade e observar o estado de saúde nos 21 dias após a aplicação e procurar atendimento médico imediatamente [caso apresente sintomas]”, reforça.
Especialista reforça confiança na vacina
Tetila destaca que a decisão do Ministério da Saúde não invalida os dados de segurança e eficácia observados nos estudos clínicos, tampouco as evidências de proteção já demonstradas pela vacina.
“Na minha avaliação, a suspensão demonstra que os sistemas de vigilância estão funcionando adequadamente. Investigar eventos raros é uma etapa fundamental para garantir a segurança da população e a confiança nos programas de imunização”, finaliza.
Imunizante suspenso
Nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou a suspensão da Butantan-DV, vacina contra dengue produzida pelo Instituto Butantan, após serem identificadas 42 reações severas em pessoas que receberam a vacina. Além disso, duas mortes seguem sob investigação, para checar se há relação com o imunizante.
Segundo a pasta, as reações correspondem a 0,008% de um total de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio, e ainda não há resultado conclusivo sobre a correlação deles com a vacina. O ministro da Saúde, Alexandre Padrilha, ressaltou, ainda, que não é possível afirmar que esses eventos foram causados pela vacina. No entanto, a situação apresenta um sinal de alerta e será investigada por um comitê de especialistas.
“Essa descontinuidade tem um objetivo, que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, informou Padilha, em coletiva de imprensa.
Butantan-DV x QDenga: entenda as diferenças entre as vacinas contra dengue disponíveis no Brasil
✅ Siga o Jornal Midiamax nas redes sociais
Você também pode acompanhar as últimas notícias e atualizações do Jornal Midiamax direto das redes sociais. Siga nossos perfis nas redes que você mais usa. 👇
É fácil! 😉 Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
💬 Fique atualizado com o melhor do jornalismo local e participe das nossas coberturas!
(Revisão: Nichole Munaro)








