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Ministros do STF votam por liberar parte dos penduricalhos

Julgamento em andamento pode flexibilizar regra que vetou privilégios
Agência Brasil -
Ministros em plenário do STF. (Foto: Antônio Augusto/STF)

Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes votaram, nesta sexta-feira (26), para liberar parte do pagamento dos chamados penduricalhos a juízes, procuradores e promotores. A decisão dos magistrados acolhe, parcialmente, os recursos da Procuradoria-Geral da República contra a tese que, em março, limitou o recebimento dessas verbas.

Pelos votos, períodos de férias, licenças-prêmio e plantões adquiridos antes do julgamento de março, e negados por necessidade do serviço, poderão ser convertidos em dinheiro. O pagamento respeita o limite de 35% do subsídio do magistrado ou do membro do Ministério Público.

Para o futuro, a recusa de férias ou plantões vai precisar de justificativa baseada na necessidade do serviço. Já a conversão em dinheiro de plantões judiciais e de custódia passa a ser possível em caráter excepcional, no limite de 30 dias por ano, só em plantões presenciais ou virtuais com convocação efetiva. Caberá ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) fixar o valor dessa compensação.

Outro ponto é a parcela por antiguidade na carreira, equivalente a 5% a cada cinco anos de atividade jurídica. Ela passa a valer automaticamente, sem necessidade de pedido, e também poderá ser estendida a aposentados e pensionistas. Essa parcela pode ser recebida junto com a vantagem ligada ao antigo adicional por tempo de serviço, desde que o mesmo período não seja contado duas vezes.

Já o auxílio-saúde continua permitido só por reembolso de despesas comprovadas, sem valor fixo. E os ministros mantiveram vetados o auxílio-alimentação, a assistência pré-escolar e o auxílio-creche.

O julgamento segue no plenário virtual até terça-feira.

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