A PF (Polícia Federal) encontrou e apreendeu cofres com joias e sacolas de dinheiro durante a Operação Backbone, deflagrada nesta segunda-feira (19). A ação visa desarticular um esquema ligado ao CV (Comando Vermelho) que impunha o monopólio do fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro. O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, sua esposa, Márcia Gama, e o filho, Lucas Santos Nepomuceno, foram alvos de prisão.
Imagens divulgadas pela PF de uma residência de um dos investigados, em Tomás Coelho, zona norte do Rio, mostram sacolas recheadas de dinheiro apreendidas. Outra quantia foi encontrada escondida em gavetas de roupa.
Em outro endereço, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, os policiais cumpriram mandado na casa de um investigado apontado como beneficiário de uma das empresas provedoras de internet ligadas ao esquema. No imóvel, dinheiro em espécie, duas pistolas, joias, relógios de luxo, um veículo, celulares e documentos foram apreendidos.
Operação
A Operação Blakbone tem como objetivo desarticular uma estrutura de provedores do tráfico, que operam nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Segundo a PF, as empresas lavam dinheiro do CV.
A polícia afirma que Marcinho VP continua comandando as atividades de dentro da prisão. “Os lucros chegavam à família por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem e eram dissimulados em produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão — pagos em dinheiro vivo — e criptoativos”, explica.
As investigações apuraram que traficantes armados cortam cabos e colocam fogo em caixas de distribuição de operadoras concorrentes, além de impedir o reparo e obrigar os moradores e comerciantes a contratar a “internet do tráfico”. Os autorizados pelo CV pagam tarifa para operar nos complexos.
Até o momento, 20 pessoas foram presas, além de 42 pessoas físicas e 42 empresas terem seus bens e valores bloqueados, em uma quantia que chega a R$ 558 milhões. A operação também prevê a suspensão das atividades econômicas de empresas investigadas.
*Com informações do Metrópoles.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)





