Quatro medidas provisórias perdem validade em julho, duas sobre diesel Pular para o conteúdo
Brasil

Quatro medidas provisórias perdem validade em julho, duas sobre diesel

MPs tratam sobre exportação de petróleo, subsídio ao diesel, cacau e socorro a MG
Agência Brasil -
Quatro medidas provisórias perdem validade em julho, duas sobre diesel
Transporte rodoviário: duas medidas provisórias sobre o diesel perderam vigência. (Foto: Lucas Ninno/GCOM-MT)

Quatro medidas provisórias (MPs) perderam a validade no mês de julho, entre elas duas MPs destinadas a conter a alta dos combustíveis provocada pelos conflitos internacionais.

As MPs são editadas pelo governo federal e passam a valer imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para se tornarem definitivas. Quando esse prazo termina sem votação, a proposta perde a validade.

Quando uma MP perde eficácia, as relações jurídicas constituídas relativas ao período de sua vigência continuam sendo regidas por ela, a menos que o Congresso Nacional edite decreto legislativo alterando-as.

Preço do diesel

A MPV 1.340/2026, que buscava segurar o preço do combustível nas bombas e aliviar o bolso dos caminhoneiros frente às altas internacionais, deixou de valer em 10 de julho. O texto criava um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto e de 50% sobre o diesel vendido para fora do país. A intenção era usar a arrecadação para dar um desconto de 32 centavos por litro para os produtores e importadores de diesel no Brasil.

No entanto, uma resolução válida a partir do dia 10 de julho, editada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão do Executivo, manteve a alíquota de 12% por mais 60 dias.

A MPV 1.344/2026, que valeu até 16 de julho, abria um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para o Ministério de Minas e Energia subsidiar o preço do diesel rodoviário e conter a inflação provocada por choques externos e guerras no Oriente Médio. Os recursos teriam origem no superávit financeiro do governo.

O texto chegou a ser aprovado sem mudanças pela Câmara dos Deputados, mas não houve tempo para votação no Senado. Na maioria dos casos de MPs de abertura de créditos, os recursos são gastos pelo Executivo antes do fim da vigência.  

Na terça-feira (14), o Senado aprovou outra MP em favor dos caminhoneiros, a chamada “MP do Frete” (MP 1.343/2026), que alterou as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas.

Incentivo ao cacau

Outra proposta que caducou em 10 de julho foi a MPV 1.341/2026, cujo objetivo era proteger os agricultores nacionais de cacau, concentrados principalmente na Bahia e no Pará. A medida mudava as regras do chamado drawback, que é um incentivo fiscal para indústrias brasileiras, reduzindo de 24 para seis meses o prazo desse benefício sobre o cacau importado. A intenção era encarecer o produto do exterior e estimular a indústria a comprar dos trabalhadores brasileiros, mas, com a perda de validade, o prazo menor caiu.

A medida produziu efeitos de sua publicação, em 12 de março, até a perda da vigência, voltando a vigorar o prazo de 24 meses para utilização do regime de drawback.

Socorro a Minas Gerais

O socorro financeiro a desastres naturais também foi afetado com o fim da validade, em 16 de julho, da MPV 1.342/2026. Ela liberava um crédito extraordinário urgente de R$ 1,3 bilhão para diversos ministérios. O recurso foi destinado diretamente para socorrer municípios atingidos por temporais históricos devastadores em Minas Gerais, ajudando na construção de moradias, assistência social e linhas de crédito para desabrigados.

Na prática, o dinheiro que já foi usado durante os meses de vigência não será devolvido, mas a perda de validade interrompe novos repasses automáticos pelo texto original.

Tramitação

As medidas provisórias (MPs) são normas com força de lei editadas pelo presidente da República em situações de relevância e urgência. As medidas provisórias têm força de lei e começam a valer imediatamente (assim que são publicadas). Mas, para serem definitivamente transformadas em lei, precisam ser analisadas e aprovadas pelas duas Casas do Congresso (Câmara e Senado).

O prazo inicial de vigência de uma MP é de 60 dias e é prorrogado automaticamente por igual período, caso não tenha sua votação concluída no Congresso. Se não for apreciada em até 45 dias, contados da sua publicação, entra em regime de urgência, sobrestando todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando.

💬 Receba notícias antes de todo mundo

Seja o primeiro a saber de tudo o que acontece nas cidades de Mato Grosso do Sul. São notícias em tempo real com informações detalhadas dos casos policiais, tempo em MS, trânsito, vagas de emprego e concursos, direitos do consumidor. Além disso, você fica por dentro das últimas novidades sobre política, transparência e escândalos.
📢 Participe da nossa comunidade no WhatsApp e acompanhe a cobertura jornalística mais completa e mais rápida de Mato Grosso do Sul.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais
Inglaterra vence França por 6 a 4 e sai como 3ª colocada da Copa de 2026

Inglaterra vence França por 6 a 4 e sai como 3ª colocada da Copa de 2026

Partido estava morrendo em 2022, mas chega fortalecido para 2026, diz presidente do Novo

Partido estava morrendo em 2022, mas chega fortalecido para 2026, diz presidente do Novo

Evento técnico, COP15 faz Mato Grosso do Sul enfrentar ‘alta seletiva’ no turismo e serviços

TJMS volta a liberar música em churrascaria no Parque dos Poderes, em Campo Grande

Modelo de IA chinesa surpreende big techs dos EUA e rivaliza com Claude e ChatGPT

Modelo de IA chinesa surpreende big techs dos EUA e rivaliza com Claude e ChatGPT

Notícias mais lidas agora

Alvo do Gaeco, editora ampliou em 900% o capital social da empresa

Alvo do Gaeco, editora ampliou em 900% o capital social da empresa

É possível ‘morrer de calor’? Especialistas avaliam impacto de altas temperaturas na rotina

Alta de empregos faz contratação de seguro de vida em grupo disparar 44% em MS

Estudo traz novas conclusões sobre rochas de 544 milhões de anos encontradas em Corumbá

Estudo traz novas conclusões sobre rochas de 544 milhões de anos encontradas em Corumbá

Irregularidade suspende eleição de bairro em Campo Grande

Irregularidade suspende eleição de bairro em Campo Grande

Últimas Notícias

Polícia

Homem é conduzido para delegacia com celular de vítima de homicídio em Nioaque

Reginaldo Messias Bispo foi morto logo após Rosenilda de Oliveira Candelário e suspeito está foragido

Mundo

EUA anunciam novos ataques contra o Irã para reduzir ameaça a Ormuz e retaliar ataque na Jordânia

Ofensiva foi autorizada pelo presidente Donald Trump

Emprego e Concurso

UFMS divulga conteúdos programáticos para o Vestibular e Passe 2027

Provas serão aplicadas em dezembro

Mundo

Embaixador do Irã no Paquistão acusa Trump de ter destruído acordo

Reza Amiri Moghadam alega que o presidente americano rompeu o acordo nuclear em 473 dias