Os acidentes entre veículos e animais nas rodovias de Mato Grosso do Sul já deixaram, em 13 anos, pelo menos 51 pessoas mortas. O levantamento da Incab (Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira) considera o período entre 2013 e 2026 e mostra o tamanho de um problema que ameaça, ao mesmo tempo, a vida dos animais e de motoristas que trafegam por rodovias de todo o Estado.
O cenário ganha ainda mais atenção quando se olha para a quantidade de animais que não sobrevivem às travessias. Conforme um estudo da Incab (Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira), somente as antas, uma das espécies mais atingidas nas rodovias de Mato Grosso do Sul, têm uma média de 100 mortes por ano em colisões com veículos.
Nas estradas, a atenção do condutor é de extrema importância, já que um animal de grande porte, como a anta, pode surgir de repente na pista e provocar um acidente de consequências graves. O impacto pode causar perda de controle do veículo, capotamentos e acidentes que colocam em risco não apenas o motorista, mas passageiros e outros condutores.
O problema não é exclusivo de Mato Grosso do Sul. Um estudo publicado na revista Diversity, em 2022, estimou que cerca de 9 milhões de mamíferos de médio e grande porte morrem todos os anos nas rodovias brasileiras, vítimas de colisões.
Medidas para evitar acidentes
A colisão veicular com fauna pode ser evitada por meio de medidas mitigatórias cientificamente testadas e comprovadas. Além disso, em algumas regiões, os gestores de empreendimentos entenderam e assumiram seu papel na implementação de medidas mitigatórias, assim como os usuários, que compreenderam seu direito de exigir vias seguras para todos.
Apenas em Mato Grosso do Sul, por exemplo, um dos estados campeões em colisões veiculares com fauna, há cerca de 5 projetos de conservação ambiental que buscam propor e implementar ações de mitigação em conjunto com esses órgãos.
Embora sejam importantes, tais ações não impedem a entrada repentina de um animal na pista. Apesar disso, a ciência comprova que é possível mitigar essas colisões em até 80% ao adotar medidas adequadas que vão além das ações dos motoristas que trafegam nas estradas.
Ações para influenciar o comportamento do usuário
- Placas de sinalização
- Redutores físicos e eletrônicos de velocidade
Ações para influenciar o comportamento do animal:
- Passagens de fauna inferiores
- Passagens de fauna superiores
- Adaptação de drenos fluvio-pluviais
para a passagem de fauna - Cercamento da via, ao longo das passagens
de fauna
Além disso, o estudo faz a associação entre passagens de fauna e cercamento, o que pode reduzir as colisões com fauna em até 80%.
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(Revisão: Nichole Munaro)




