Por décadas, José de Barros Soares, de 76 anos, foi uma figura conhecida nas ruas de Corumbá, a 426 quilômetros de Campo Grande. Conhecido como “Zé Pipoca”, ele passou grande parte da vida trabalhando para sustentar a família, conciliando o serviço na Prefeitura de Corumbá com a venda de pipocas e algodão-doce. Hoje, enfrenta uma batalha para voltar a andar.
A história de José chegou a ser contada pelo antigo Correio de Corumbá, em 2014. Na época, a publicação descreveu “Zé Pipoca” como uma das figuras populares da cidade. O trabalho com o carrinho de pipoca começou ainda na adolescência e se tornou parte da vida do corumbaense, que continuou vendendo os produtos mesmo depois de se aposentar.
Segundo a família, há muitos anos José sofreu um atropelamento na porta de uma escola enquanto trabalhava. Uma mulher teria dado ré e prensado as pernas dele contra uma parede. Naquele período, os filhos ainda eram pequenos e a esposa havia falecido. Sem alguém que pudesse cuidar das crianças e preocupado em manter a renda da família, ele não fez o tratamento adequado e continuou trabalhando.
As dores, entretanto, permaneceram. Durante anos, José conviveu com dores constantes e inchaços nas pernas, até que o quadro se agravou.
No início deste ano, a situação piorou. José passou a não conseguir esticar a perna e começou a depender de ajuda para tarefas básicas, como tomar banho e ir ao banheiro.
Mesmo com as limitações, ainda tentava trabalhar para conseguir uma renda extra. Há cerca de três meses, porém, ele parou completamente de andar e passou a depender de uma cadeira de rodas.
Após procurar atendimento médico, a família recebeu o diagnóstico de gonartrose severa nos dois joelhos, um estágio avançado de artrose que compromete as articulações.
A orientação recebida foi de que José precisa passar por cirurgia para colocação de próteses nos dois joelhos. Segundo a família, o procedimento precisa ser realizado o quanto antes para aumentar as chances de que ele volte a caminhar.
Uma das cirurgias será custeada pelo plano de saúde. No entanto, a segunda prótese tem custo estimado em R$ 40 mil, valor que a família não consegue reunir sozinha. É justamente para custear essa segunda prótese que os familiares estão pedindo ajuda.
Filha deixou de frequentar a escola para cuidar do pai
A doença também mudou completamente a rotina da família. Uma das filhas de José está no terceiro ano do ensino médio, mas conta que praticamente deixou de frequentar as aulas para cuidar do pai.
Como ele não consegue mais se locomover sozinho, precisa de auxílio durante grande parte do dia. A mãe da jovem trabalha com a venda de algodão-doce e não consegue permanecer em casa o tempo todo.
A filha conta que, quando ainda frequentava as aulas, tinha dificuldade para se concentrar porque pensava constantemente no pai em casa, sem conseguir andar.
Além dos cuidados diários, a família passou a enfrentar despesas com consultas, exames e medicamentos. Para conseguir arcar com parte dos custos, a jovem afirma que fez um empréstimo de R$ 2 mil, dinheiro que já foi utilizado para custear remédios.
Ela também trabalha fazendo bicos e recebe cerca de R$ 500 por mês. O valor vinha sendo juntado à aposentadoria do pai para ajudar nas despesas da casa e do tratamento.
Família busca ajuda para realizar o sonho de vê-lo caminhar novamente
A família procurou atendimento e assistência em Corumbá e também precisou viajar para Campo Grande em busca de tratamento. Sem parentes na Capital, os deslocamentos e a permanência na cidade se tornaram mais uma dificuldade.
Agora, o objetivo é conseguir arrecadar os R$ 40 mil necessários para a prótese de um dos joelhos. A outra cirurgia será coberta pelo plano de saúde.
A família afirma ter exames, laudos e documentos médicos que comprovam o quadro de José. Para quem, durante décadas, percorreu as ruas de Corumbá levando pipoca e algodão-doce para crianças e adultos, o sonho agora é voltar a caminhar.
Como ajudar?
Quem puder contribuir para o tratamento de José pode fazer uma doação por Pix:
Chave Pix: 102.964.331.87
O objetivo da arrecadação é custear a prótese, avaliada em R$ 40 mil.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







