Desde o dia 29 de julho, a Santa Casa de Campo Grande paralisou atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas, sob justificativa de escassez de medicamentos, insumos e materiais hospitalares. A diretoria clínica do hospital ameaça “pedir saída em massa” de médicos antes do fim de agosto.
Os setores em paralisação são cirurgia geral adulta e pediátrica, cirurgia cardíaca adulta e pediátrica, cirurgia vascular, cardiologia intervencionista, urologia, ortopedia, radiologia intervencionista, ultrassom e psiquiatria. Mantém atendimento normal: urgência, emergência, hematologia, oncologia e transplante renal.
Caso a situação não seja regularizada até o dia 29 de julho, as equipes cirúrgicas planejam pedir demissão em massa do hospital, ameaçando interromper completamente os atendimentos na unidade, conforme anunciou a diretora clínica da Santa Casa de Campo Grande, Izabela Falcão.
A Santa Casa é o principal hospital de Mato Grosso do Sul em número de atendimentos e quantidade de leitos disponíveis. No entanto, a unidade de saúde diz enfrentar crise financeira, que resulta em atraso de salários e consequentes paralisações. Dessa forma, a entidade pressiona por mais repasses públicos.
Aviso aos pacientes
Pacientes que já têm procedimentos agendados na Santa Casa recebem mensagens por WhatsApp para informar sobre a paralisação dos atendimentos. “Informamos que, devido à paralisação temporária dos médicos da Unidade do Trauma da Santa Casa de Campo Grande/MS, sua consulta não poderá ser realizada na data agendada”, diz comunicado.
“Seu nome foi incluído na lista para reagendamento. No momento, ainda não temos uma data prevista para retorno dos atendimentos. Assim que o serviço for restabelecido e houver disponibilidade de agenda, entraremos em contato pelos telefones cadastrados para informar a nova data da consulta”, conclui o texto.
‘Saída em massa’
“Fizemos uma reunião com os chefes de serviço e, mediante a escassez de insumos básicos e materiais cirúrgicos, além do atraso de pagamento para médicos, deliberamos que iremos paralisar os atendimentos ambulatoriais e também suspender as cirurgias eletivas. No prazo de 30 dias, caso essas pendências não sejam resolvidas, iremos pedir saída em massa da Santa Casa“, disse Izabela Falcão, diretora clínica do hospital, quando a paralisação começou.
A paralisação, bem como o prazo estipulado pela Santa Casa de Campo Grande, teria sido comunicada ao CRM (Conselho Regional de Medicina), à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), à SES (Secretaria Estadual de Saúde) e ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







