A Prefeitura de Guia Lopes da Laguna pagou R$ 1.236.407,00 para a Policlínica Rota Bioceânica — antiga Prontomed — (CNPJ 26.927.847/0001-00), alvo da Operação Auditus II, do Gecoc (Grupo de Combate à Corrupção).
Conforme levantamento feito pela reportagem junto ao Portal da Transparência do município, os valores foram pagos em quatro contratos vigentes entre março de 2019 e setembro de 2023.
As investigações mostraram que a clínica desviou mais de R$ 4 milhões da saúde de Nioaque entre 2021 e 2023, por meio de exames superfaturados e procedimentos feitos em pacientes ‘fantasmas’, incluindo testes neonatais em bebês que nunca nasceram.
Agentes do Gecoc cumpriram mandados de busca e apreensão em Guia Lopes da Laguna na quinta-feira (13).
Confira abaixo a relação de valores e contratos firmados entre a clínica e a Prefeitura de Guia Lopes da Laguna:
- Março de 2019 a março de 2020: R$ 463.815,00;
- Maio de 2021 a maio de 2022: R$ 232.202,00;
- Março de 2021 a março de 2022: R$ 159.030,00;
- Setembro de 2022 a setembro de 2023: R$ 381.360,00.
A modalidade de contratação funciona com o repasse da prefeitura apenas após a comprovação de exames realizados pela clínica particular.
O médico-legista e proprietário da Policlínica Rota Bioceânica, Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, foi preso preventivamente. Além dele, estão presos a dona de outra clínica do grupo, Bianca Fernandes Leite Aguilar; a gerente administrativa das clínicas, Tatiane Barbosa de Souza Grubert; Márcia Cristiane Missioneira Jara, ex-secretária de Saúde de Nioaque; e Vagner Alves Ribeiro Guimarães, ex-secretário de Governo de Nioaque.
No total, foram 12 mandados de busca e apreensão cumpridos em Nioaque, Jardim Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.
A reportagem tentou falar com o atual prefeito de Guia Lopes da Laguna, Max, mas não obtivemos retorno. Buscamos, ainda, o posicionamento pelo contato oficial da prefeitura e aguardamos resposta.
O Jornal Midiamax tentou ligar para a Policlínica, para falar com um responsável, mas as ligações também não foram atendidas. O espaço segue aberto para manifestação.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









