A Arauco concluiu a dragagem do lago do Parque Estadual do Prosa, em Campo Grande, como parte das medidas de compensação ambiental relacionadas ao Projeto Sucuriú, que está sendo implantado em Inocência. A intervenção, realizada em parceria com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), retirou 12 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados no lago, com profundidade de até um metro.
A obra foi executada ao longo de seis meses e recebeu investimento de R$ 675 mil. Além da retirada dos sedimentos, os trabalhos incluíram a limpeza, o transporte e a destinação ambientalmente adequada do material recolhido.
Localizado em uma área de 135 hectares, o Parque Estadual do Prosa é uma das principais unidades de conservação urbana de Campo Grande. A área abriga remanescentes do Cerrado e nascentes que alimentam os córregos Joaquim Português e Desbarrancado, responsáveis pela formação do Córrego Prosa e pelo abastecimento do sistema hídrico da região, incluindo áreas ligadas ao Parque das Nações Indígenas.
Segundo o diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, Theófilo Militão, a iniciativa busca contribuir para a preservação de um dos principais patrimônios ambientais da Capital.
“Os compromissos de sustentabilidade do Projeto Sucuriú vão além da Costa Leste do Estado. Essa compensação ambiental junto ao Imasul, no Parque do Prosa, materializa essa visão de maneira muito clara, porque o lago é um patrimônio ambiental urbano estratégico para a conservação do Cerrado. E isso interessa a toda a população sul-mato-grossense”, afirmou.
A dragagem faz parte de um pacote de compensações ambientais que soma aproximadamente R$ 4,17 milhões. Entre as ações, estão a doação de nove caminhonetes para reforçar a fiscalização ambiental, inclusive no Pantanal, além da entrega de dois tratores e roçadeiras destinados à manutenção dos parques estaduais das Várzeas do Rio Ivinhema, em Jateí, e das Nações Indígenas, em Campo Grande.
Na ocasião da entrega dos equipamentos, realizada em dezembro de 2025, o diretor-presidente do Imasul, André Borges, destacou que os veículos e máquinas fortalecem as ações de conservação ambiental e o trabalho de fiscalização desenvolvido pelo órgão.
Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. Com investimento de US$ 4,6 bilhões, o empreendimento prevê a construção de uma fábrica com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano. A unidade está sendo instalada em uma área de 3.500 hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, com previsão de iniciar as operações no fim de 2027.
Segundo a empresa, o projeto inclui monitoramento contínuo da fauna e da flora, além de ações voltadas à conservação da biodiversidade. Durante a fase de obras, a expectativa é gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Após o início da operação, cerca de 6 mil pessoas deverão atuar nas áreas industrial, florestal e de logística.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







