A ACP (Associação Campo-Grandense de Profissionais da Educação Pública) fechou acordo com a Prefeitura de Campo Grande para que o reajuste de 5,4% seja pago à vista aos professores, entre os meses de agosto e setembro de 2026. A categoria participou de reunião com a administração municipal na tarde desta sexta-feira (3), no Paço Municipal.
O próximo passo, segundo o presidente da ACP Gilvano Bronzoni, é aguardar a assinatura do acordo, que deve ser feita na próxima segunda-feira (6), para que a proposta seja debatida entre a categoria em assembleia.
Bronzoni detalha que ficou acertado o pagamento dos 5,4%, com o mês de recebimento ainda a definir. A Comissão de Educação da Câmara Municipal de Campo Grande também participou da mesa de negociação.
“Foi uma reunião extremamente cansativa de novo, porém com um resultado muito positivo. No início, a proposta não atendia totalmente o que nós defendíamos, mas saímos da reunião com os números apresentados e rebatidos tanto pela Comissão de Vereadores quanto pela ACP”, resume Bronzoni.
Na última reunião, a Prefeitura havia proposto pagar o reajuste parcelado, a partir de dezembro. Por esse motivo, não houve consenso entre o município e os professores.
“Um dos pontos debatidos hoje foi justamente a questão do parcelamento. A prefeita também tem discutido conosco que é contrária ao parcelamento, pois isso gera desgaste político e conflito com a categoria. Há um entendimento tanto da prefeita quanto uma exigência nossa de que o pagamento não seja parcelado. Essa tem sido a principal dificuldade nas negociações até agora”, explica o presidente da ACP.
Entenda o impasse
A Lei 7.523, sancionada em novembro de 2025, instituiu três reajustes aos professores de Campo Grande em 2026. O primeiro, de 2%, ocorreu em janeiro. O segundo garantiria reajuste de 100% da correção anual do Piso Nacional do Magistério, em maio. Já o terceiro deve ser de 3%, em setembro.
Este segundo reajuste é alvo de impasse no momento. Em janeiro deste ano, o Governo Federal editou medida provisória, criando o percentual de 5,4% para a correção anual do piso. Assim, esse seria o percentual de reajuste dos professores de Campo Grande.
Por outro lado, o RGD (Relatório de Gestão Fiscal), da Prefeitura da Capital, mostra que os gastos com pessoal já alcançam 53,97% da receita corrente líquida. O limite prudencial de gastos, de 51,3%, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, já teria sido ultrapassado. Campo Grande se aproxima do limite máximo, de 54%.
Na última reunião de negociação, realizada em 15 de junho, o secretário de Governo, Ulisses Rocha, citou um déficit de R$ 138 milhões nas contas da Prefeitura, o que dificulta a garantia de um percentual de reajuste e torna necessárias readequações orçamentárias.
✅ Siga o Jornal Midiamax nas redes sociais
Você também pode acompanhar as últimas notícias e atualizações do Jornal Midiamax direto das redes sociais. Siga nossos perfis nas redes que você mais usa. 👇
É fácil! 😉 Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
💬 Fique atualizado com o melhor do jornalismo local e participe das nossas coberturas!
(Revisão: Dáfini Lisboa)







