Escolher o destino na hora de viajar pode variar por diversos motivos. Preços, distância, passeios, hospedagem, alimentação, cultura e tantos outros fatores podem ser decisivos na escolha. Apesar de Mato Grosso do Sul ter a cidade de Bonito como referência nacional em turismo, moradores têm reclamado da ‘elitização’ da viagem ao município.
Por isso, muitos sul-mato-grossenses que moram em cidades próximas a Bonito podem preferir viajar a outros destinos, como o Nordeste brasileiro, que conta com praias e outras atrações turísticas.
Assim, o Jornal Midiamax comparou os custos de viajar para Bonito e para três cidades do Nordeste, considerando opções mais econômicas e mais caras para cada uma. A simulação foi feita para viagens durante a alta temporada, para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) partindo da Capital, Campo Grande.
A principal diferença nos valores se deve às passagens aéreas, com alto custo devido à distância de Mato Grosso do Sul ao Nordeste. Apesar disso, os custos da viagem para Bonito podem aumentar significativamente a depender da quantidade e de quais passeios forem escolhidos.
Quanto custa uma viagem para Bonito?
Os valores de hospedagem em Bonito possuem grande variação. Os turistas podem encontrar um quarto para quatro pessoas a partir de R$ 396, considerando duas diárias. No entanto, o preço pode chegar a R$ 1.200.
Entre as opções mais econômicas pesquisadas pela reportagem, estão o Suítes Centro Bonito, por R$ 396; a Guest House Recanto da Mata, por R$ 420; e a Pousada Chão de Pedra, por R$ 440.
Na faixa intermediária, aparecem o Hotel Pousada Calliandra, por R$ 757; e a Pousada Galeria Artes, por R$ 880. Completam a lista: o Nature Bonito Hotel, por R$ 1.144; Hotel Pirá Miúna, por R$ 1.198; Hotel Paraíso das Águas, por R$ 1.199; e o Bonito Ecotel, com espaço para até cinco pessoas e café da manhã incluído, por R$ 1.208.
De carro ou de ônibus?
A cidade de Bonito fica a cerca de 260 quilômetros de distância de Campo Grande. Considerando um carro com rendimento de 10 km por litro de gasolina e preço médio do combustível de R$ 6,26, os gastos podem chegar a R$ 400.
O cálculo considera uma margem para deslocamentos dentro da cidade, assim como a possível diferença no preço da gasolina. Vale lembrar que é preciso também um veículo com espaço para quatro pessoas.
Os turistas podem optar, ainda, por viajar de ônibus, principalmente se não tiverem um carro ou se não dirigirem. O custo estimado por pessoa, com passagem de ida e volta, é de R$ 260, totalizando R$ 1.040 para a família.
Passeios
Os passeios podem ser decisivos para um custo baixo ou alto nas viagens para Bonito, fazendo o orçamento variar bastante.
Durante a alta temporada, algumas das atrações mais procuradas custam entre R$ 220 e R$ 580 por pessoa. A Lagoa Misteriosa tem o custo de R$ 298, enquanto a Gruta do Mimoso custa R$ 373 para adultos e R$ 346 para crianças.
Os rios Sucuri e da Prata têm preços entre R$ 438 e R$ 570, com descontos de cerca de R$ 100 durante a baixa temporada.
Além desses, a Fazenda Ceita Corê oferece passeio com caminhada de aproximadamente 4 quilômetros, duração estimada de três horas, sete cachoeiras, seis paradas para banho, trampolim, tirolesa e quatro pontes suspensas. O valor pesquisado é de R$ 580 por adulto e R$ 348 por criança.
Já a entrada para o Balneário Eco Park, com passeio de boia-cross e stand-up paddle/remada inclusos, sai pelo valor de R$ 220 por pessoa.
Sul-mato-grossense tem desconto?
No entanto, alguns passeios em Bonito possuem descontos para moradores de Mato Grosso do Sul. Os descontos, porém, só são válidos para a baixa temporada.
No Rio Sucuri, por exemplo, o ingresso de alta temporada pesquisado é de R$ 438, enquanto o valor para moradores de MS aparece como R$ 293.
No Rio da Prata, a diferença é ainda maior: o ingresso de alta temporada custa R$ 570, enquanto o valor para moradores de Mato Grosso do Sul pesquisado é de R$ 245, menos da metade.
Na Fazenda Ceita Corê, o valor para moradores de MS aparece como R$ 361, contra R$ 580 na tarifa de alta temporada para adultos.
E o total?
Assim, uma viagem mais econômica para Bonito, com menos passeios, pode custar cerca de R$ 400 de hospedagem + R$ 880 de passeio em balneário + R$ 1.200 de passeio na Lagoa Misteriosa + R$ 400 com combustível ou + R$ 1.040 com passagens = totalizando R$ 2.880 a R$ 3.520, sem considerar alimentação.
No entanto, vale lembrar que esses valores são simulados, servindo apenas como estimativa, já que os preços de hospedagem e passeios variam conforme as datas, especialmente na alta temporada.
E quanto custa viajar para o Nordeste?
Para comparar, o Jornal Midiamax levantou valores de pacotes para três destinos nordestinos: Maceió, Salvador e João Pessoa. As cidades costumam ser alvos de muitos turistas, principalmente pelas suas praias e atrações históricas.
Em Maceió, os valores pesquisados para voo e hospedagem partem de aproximadamente R$ 1.259 por pessoa e chegam a R$ 1.880. Em uma opção com passeio, o pacote pesquisado ficou em R$ 5.782, com R$ 924 de impostos, taxas e encargos e desconto de R$ 370, chegando a R$ 6.336 para toda a família.
Para Salvador, a pesquisa encontrou valores a partir de R$ 1.200 por pessoa para voo e hospedagem, com opções que chegam a R$ 5.513. Em uma das combinações pesquisadas, o pacote ficou em R$ 5.481, com R$ 926 em impostos, taxas e encargos e desconto de R$ 454, chegando a R$ 5.953.
Já João Pessoa apresentou valores a partir de R$ 1.568 por pessoa para voo e hospedagem. A opção pesquisada chegou a R$ 6.224, enquanto outra combinação alcançou R$ 10.188. Com passeio, impostos, taxas e desconto, uma das opções ficou em R$ 7.523.
Diferenças
Enquanto a viagem para Bonito tem custos maiores em relação aos passeios — já que o acesso às praias nordestinas é gratuito —, ter o Nordeste como destino pode ‘salgar’ o preço devido às passagens aéreas.
Por isso, para uma família que mora em Campo Grande, vale levar em consideração qual é a prioridade. Por serem cidades turísticas, os gastos com hospedagem acabam sendo semelhantes, principalmente em alta temporada.
Além disso, é recomendado fazer uma pesquisa quanto aos gastos com alimentação e outros possíveis custos não inclusos na simulação, como seguro de viagem, por exemplo.
Caso a viagem possa ser planejada para a baixa temporada, os sul-mato-grossenses podem ter uma motivação ainda maior, com os descontos nos passeios, com preços que podem cair pela metade.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)




